Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No  filme “Alphaville”, de 1965, é narrado a busca do agente Lemmy por outro agente em um local desconhecido. Na narrativa, o computador Alpha 60 é onipresente e controla a cidade de Alphaville e todos seus habitantes. Saindo do contexto da ficção, entrando na realidade, a internet e os influenciadores digitais condicionam os comportamentos dos usuários em diversos setores, principalmente nas decisões de consumo. Em vista disso, é importante entender como esses “influencers” moldam pensamentos e atitudes dos indivíduos e os impactos na sociedade. Dessa forma, são necessárias medidas para atenuar tal situação.

Nesse âmbito, é importante destacar como os influenciadores digitais conseguem, de forma subconsciente, influenciar o comportamento dos usuários sem que eles percebam. Em suma, os influenciadores, que já apresentam um certo destaques nas redes, são contratados para divulgarem marcas produtos, serviços, entre outros, fazendo com que tal item alcançe um maior número de pessoas e que elas adquiram tal marcadoria ou ideia. Sendo assim, esses sevirços acarretam benéficios tanto para a empresa contratante tanto o influenciador contratado.

Sob outra pesperctiva, é válido salientar que esse “domínio” sobre os usuários acaba gerando alguns impactos. Segundo o livro “sociedade do espetáculo’, do filósofo Guy Debord, é denotado uma sociedade de aparência, em uma constante performace, ou seja, uma falsa realidade em que as pessoas buscam mostrar umas para as outras a “perfeição”. Fato esse que não foge da realidade, comparando com a mídia moderna. Assim, os influenciadores, em geral , passam a ideia que possuem uma vida perfeita, onde possuem todos os produtos lançandos no mercado , e os influenciados acabam se comparando e se frustando com a realidade, que na maioria das vezes é bem diferente.

Logo, é preciso que iniciativas sejam colocadas em prática para melhorar os impasses gerados. Para isso, o Governo Federal juntamente com a Mídia devem implementar campanhas sobre consumismo e bem-estar, por meio de palestras em escolas,  nas redes sociais, canais abertos, contratando indíviduos formados e especializados no assunto.  A fim de ensinar e educar pessoas mais conscientes e menos frustadas por se compararem. A partir de atitudes como essa, será possível formar uma sociedade com uma boa mentalidade e menos alienada.