Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Desde a Revolução Industrial, no século XVIII na Inglaterra, tem-se aumentado o desenvolvimento tecnológico, além da consolidação do capitalismo, que vem se perpetuando na sociedade contemporânea. Posto isso, destaca-se a fase atual da revolução, a 4ª, na qual presencia-se as mais complexas tecnologias e ainda, a implantação de novas profissões no mercado de trabalho, como a de influenciador digital, que são pessoas que se estabeleceram nas redes socias, como Instagram e YouTube, afim de modificar hábitos e influenciar diversos produtos, dos respectivos patrocinodores, aos seus seguidores.
Diante do exposto, realça-se fala do sociólogo e filósofo, Max Horkheimer, “Parece que enquanto o conhecimento técnico expande o horizonte do pensamento e da atividade do homem, sua autonomia como um indivíduo, sua capacidade de resistir ao crescente aparato de manipulação de massa, seu poder de imaginação, seu juízo independente, são aparentemente reduzidos”. Dado isso, evidencia-se pesquisa realizada pela revista Exame expõe dado acerca de que 77% de consumidores dependem das mídias sociais no momento de fazer as compras, número que possui a tendência a crescer, visto que a geração digital na qual tem entre 18 e 24 entrará, futuramente, no mercado consumidor.
Por conseguinte, tem-se o marketing digital como significativo propagador em massa, facilitador da dissiminação de marcas e da obtenção de lucro, já que visam a grande repercussão do produto, assim salienta-se o impacto das divulgações no atual ordenamento social da sociedade brasileira, uma vez que tais indivíduos formam opiniões virtuais nas quais coagem o consumo coletivo. Nessa pespectiva, percebe-se que tais digitais influencers tornam-se parceiros das indústrias devido a relevância da divulgação das mercadorias nas plataformas digitais.
Portanto, cabe a família, sendo o maior responsável pela educação social e financeira, promover o diálogo por meio de conversas com seus filhos, com o intuito que esses desenvolvam consciência sobre a diferença do que realmente precisam comprar e do que estão sendo influenciados ao ato, posto que ao entrar no mercado consumidor não sejam persuadios facilmente. Dessa maneira, possui-se meios para a construção de uma sociedade que tenha a habilidade de resistir a tal controle digital, que está exposta diariamente ao acessar as redes sociais.