Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Com o surgimento da internet durante a Guerra Fria, os meios de comunicações evoluiram de forma que o contato entre pessoas foi intensificado e massificado. Nesse prisma, surgiram os influenciadores digitais, que influenciam as decisões de consumo em massa. Nesse viés, dois impactos disso seriam a manipulação infantil para a compra e o encorajamento de consumo de bens supérfluos para adquirir um modo de vida. Assim, esse tema deve ser debatido e solucionado.
Inicialmente, tem-se de notar que os chamados “digital influencers” afetam diretamente o consumo infantil. Embora a plataforma de vídeo YouTube tenha criados um seguimento chamado “YouTube Kids”, com conteúdos infantis nos quais não podem ser exibidos propagandas, muitas outras plataformas, como TikTok e Instagram, não tomam o mesmo cuidados em relação a sua audiência mais nova. Nesse sentido, os jovens são instigados constantemente a consumirem produtos expostos na internet, o que é problemático, tendo em vista que suas mentes, ainda em formação, não conseguem distinguir conteúdos sinceros dos que tem como finalidade levar eles a comprarem algo, levando-os ao consumo dos produtos ofertados. Nessa ótica, as crianças devem ser protegidos dessa manipulação.
Além disso, muitos influenciadores convencem os seus influenciados a comprar produtos que eles não necessitam para serem como eles. Dessa forma, segundo o conceito de Indústria do Consumo, da Filosofia, na era contemporânea, os humanos são encorajados a comprar cada vez mais produtos que são supérfluos, na vã esperança de que eles os vão trazer felicidade e um sentimento de pertencimento à sua sociedade. Desse modo, os “influencers” estimulam essa indústria, de forma que ao postarem fotos e vídeos editados da sua vida, passando a impressão de que ela é perfeita ao usar certos produtos superficiais, eles fazem com que os seus influenciados pensem que para viverem igual eles, aqueles bens são essenciais. Então, os seguidores desses profissionais têm seu consumo impactado para adquirirem produtos que eles não precisam com a finalidade de replicar a vida deles.
Logo, esses problemas devem ser resolvidos. Sob esse prisma, é necessário que regulamentos sejam criados para restringir publicidade infantil em mídias sociais, com a finalidade de evitar a manipulação de crianças que leva elas a consumirem certos produtos. Ademais, a Organização das Nações Unidas deve fazer com que as pessoas consigam reconhecer produtos necessários e não-essencias, por meio de campanhas de conscientização - veículadas em plataformas de mídias sociais como Instagram, Facebook, TikTok e YouTube - que irão distinguir ambos e mostrarão que não existem vidas perfeitas, não importa o que eles consumam, com a finalidade de acabar com a Indústria do Consumo e a compra desenfreada de bens supérfluos na busca de perfeição.