Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A internet surgiu no Brasil no ano de 1980, em que seu uso era restrito a professores, funcionários e estudantes das universidades e instituições de pesquisa. Em contrapartida, nos dias atuais, seu acesso é muito mais amplo, facilitando a dispersão de tendências e, então, possibilitando o trabalho de influenciadores digitais. Esses influenciadores compactuam com o consumo exacerbado de produtos e com a tentativa de se alcançar o corpo perfeito. Portanto, medidas devem ser tomadas urgentemente para reverter esse cenário.
A princípio, é notório que esses profissionais incentivam o consumismo. Nesse sentido, reforça-se a ideia de Modernidade Líquida, proposta por Bauman, marcada pelo desejo insaciável de consumo de produtos que não dizem respeito à satisfação das necessidades básicas. Tal desejo é estimulado por muitos influenciadores, como Flávia Pavanelli e Virgínia Fonseca, que divulgam produtos de beleza, por exemplo, não necessários para a manutenção das condições básicas. Dessa forma, o governo federal deve conscientizar a população acerca das consequências do consumo exagerado.
Ademais, é inquestionável que influenciadores digitais corroboram com a busca pelo corpo perfeito, incitando o investimento com cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos. Isso foi intensificado com a criação do Instagram, em 2010, tendo em vista a valorização de fotos de usuários com o corpo considerado ideal. Sob essa ótica, a influenciadora Giovanna Chaves romantizou o procedimento de uma cirurgia de lipoaspiração e o seu pós operatório, uma vez que não alertou sobre os variados riscos que a envolvem. Dessa maneira, é de extrema importância que o Estado atue de forma romper com esses padrões impostos.
Logo, é necessário que o trabalho desses influenciadores seja mais consciente. Para tanto, é dever do Ministério da Educação informar sobre as consequências do consumismo, por meio de palestras, que deverão ser comunicadas nas redes sociais, como Twitter e Facebook. Essa medida objetiva conscietizar os usuários, para que saibam filtrar o que devem ou não comprar. Ademais, o governo federal deve adverter a respeito dos riscos de cirurgias plásticas. Assim, espera-se que profissionais como Flávia Pavanelli e Virgínia Fonseca influenciem seus seguidores de forma positiva.