Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Após a Segunda Guerra Mundial, aconteceu a Terceira Revolução Industrial, evento marcado por uma série de avanços tecnológicos e científicos.  Assim, as redes de comunicação ficaram cada vez mais fortes, o que facilitou o surgimento de influenciadores digitais, pessoas responsáveis por criar novas tendências que, contudo, não são acessíveis para toda a população. Além disso, os usuários de redes sociais ficaram mais influenciáveis, o que pode ter contribuído para o aumento do consumo e, com isso, vários prejuízos para a sociedade, como o excesso de lixo. Logo, medidas devem ser tomadas para amenizar os impactos causados por essas tecnologias.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o papel de influenciadores digitais pode trazer benefícios para aqueles que os acompanham, como a indicação de novos serviços e produtos. Porém, sabe-se que essa profissão existe somente a partir de tecnologias que não são acessíveis a todas as pessoas. Dessa forma, de acordo com o jornalista e humorista brasileiro, Barão de Itararé, “os homens nascem iguais mas no dia seguinte já são diferentes”, ou seja, os seres humanos vivem em uma sociedade que não oferece as mesmas oportunidades a todos.

Em segundo lugar, destaca-se que um dos objetivos dos influenciadores digitais é fazer o seu público consumir alguns serviços ou produtos, o que contribuiu para o aumento consumo no mundo. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, “o mundo das coisas é valorizado em proporção direta em que o mundo humano é desvalorizado”, o que significa que, atualmente, as pessoas estão reconhecendo apenas valores superficiais como dinheiro e bens materiais em vez de apreciar sentimentos humano. Sendo assim, os profissionais das redes sociais podem contribuir para o aumento do consumismo em detrimento às emoções naturais e humanas. Por fim, é necessário lembrar que o crescimento do uso desnecessário de objetos materiais causa danos à natureza, como o excesso de lixo ou poluição.

Visto isso, atitudes devem ser tomadas para minimizar o impacto causado pelas influencias das redes sociais. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com o Fórum Nacional de Reforma Urbana, articulação nacional que tem o principal objetivo lutar por um espaço urbano mais justo, promover campanhas para reduzir a desigualdade social por meio da promoção de oferta de empregos ou tributação de lucros e heranças, o que formaria uma sociedade com oportunidades menos desiguais. Ademais, o Ministério da educação deve realizar projetos a fim de conscientizar a população sobre os perigos do consumo excessivo de produtos, sobretudo feitos de plástico ou isopor, por meio de vídeos educativos disponibilizados nas escolas e na internet. Dessa maneira, a comunidade será mais consciente sobre os impactos dos influenciadores digitais e o consumismo.