Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No advento da Revolução Industrial, houve severas tranformações tecnológicas que ainda impactam os dias atuais, uma delas foi a criação da Internet. Nesse contexto, esse mundo virtual trouxe os influenciadores digitais -pessoas patrocinadas para influenciar uma parcela da população a investir em um produto-, e com isso sua grande importância nas decisões de consumo. Diante disso, vale ressaltar o consumismo exarcebado e a ausência de criticidade como impactos da problemática.

Em primeira análise, o consumismo exarcebado encontra-se no epicentro do problema. Sob esse viés, a influenciadora Bianca Andrade ganhou visibilidade após participar do reality Big Brother Brasil e mostrar a consistência da sua linha de maquiagem, o que alavancou a venda dos seus produtos. Assim, observa-se que o poder que esse grupo apresenta sobre a sociedade, resulta no aumento do consumo descontrolado. Consequentemente, os atos consumistas são normalizados progressivamente na comunidade civil.

Ademais, nota-se a ausência de criticidade como catalisador da óbice.  Sendo assim, grande parte do tecido social enxerga os influenciadores digitais como deuses da razão e do senso, o que implica na crença de que tudo o que eles usam é tendência, o que gera a possível compra de itens que não terão utilidade. Logo, a falta de senso crítico dos cidadões precisa ser analisada para impedir decisões impulsivas de compra.

Portanto, torna-se imperioso medidas capazes de mitigar o consumismo exarcebado e a ausência de criticidade. Nesse viés, cabe ao Ministério da Educação -órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro- investir em aulas de educação financeira nas escolas, por meio da adição dessa matéria na grade curricular, com o fito de ensinar os estudantes a não serem ludibriados com os influenciadores digitais e serem responsáveis com o seu dinheiro.