Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A propaganda enganosa e os perigos para as crianças no meio online

Desde o final da Guerra fria entre os Estados Unidos e a atualmente extinta União Russa Soviética, o capitalismo predomina como sistema econômico. Diante disso, cada vez mais as relações sociais e de lazer na internet têm se tornado apenas uma transação comercial, uma vez que estão inseridas em um mundo onde o lucro e a meritocracia são o que mais importa. É inegável que a força dos influenciadores digitais cresceu com o passar dos anos, e que se encontra cada vez mais sendo realizada de maneira irresponsável, podendo persuadir os usuários das mídias sociais, muitas vezes menores de idade, a fazerem ou comprar algo que eles não realmente queiram ou precisem.

Em primeiro plano, vale-se analisar o motivo da negligência das sub-celebridades das redes sociais aos seus seguidores. Com os adventos da Revolução Técnico-Científico-Informacional, novas profissões foram surgindo, incluindo a de Influenciador das mídias. Dessa forma, nota-se que essa ocupação não se constrói apenas por diversão ou amor, mas também de forma assalariada. Assim, esses profissionais formam parcerias com marcas e empresas para divulgarem em seus perfis na internet algum produto ou ideia, recebendo um pagamento em troca. Isso por muitas vezes se dá de maneira precipitada, em que se é propagandeado algo sobre o qual o influenciador nem mesmo conhece ou concorda com, fazendo a publicação apenas por dinheiro e levando pessoas que acreditam cegamente neles a comprarem o produto ou a aderirem a ideia.

Em segundo plano, é necessário compreender o motivo da crescente preocupação em torno dessa temática. A maior parte dos indivíduos que compõem o meio virtual são crianças e os jovens, por serem mais ingênuas e não terem o mesmo conhecimento de mundo que os adultos têm, acabam sendo alvos fáceis e principais daqueles que detêm maior poder no meio on-line. Isso preocupa não somente os profissionais, mas também os pais, que sentem a necessidade de vigiar tudo aquilo que os filhos acessam, temendo por eles.

Portanto, urge que ocorra a restauração do Ministério das Comunicações (MCom), tendo o seu foco mais voltado para a administração dos conteúdos e interações entre usuários nas redes sociais, para que, assim, a fiscalização em torno de conteúdos adultos em perfis ou páginas infantis seja feita com sucesso. Além disso, é necessário que o Ministério instrua os usuários digitais a procurarem mais de uma referência ao se interessarem em algum produto descoberto em propagandas feitas em redes sociais como, por exemplo, o Instagram