Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A Terceira Revolução Industrial foi marcada pelos novos avanços no campo tecnológico, o que transformou as relações sociais e o dia a dia dos indivíduos. Com isso, o surgimento de influenciadores digitais se tornou possível, mas, devido ao desconhecimento da sociedade e à falta de instrução midiática, as pessoas se tornaram dependentes daquilo que os “influencers” exibem. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para que essa realidade seja revertida.

A princípio, as escolas, por não orientarem sobre as estratégias de venda usadas pelos influenciadores digitais, fazem com que os alunos estejam suscetíveis aos golpes. Nesse sentido, os jovens, muitas vezes, adquirem um produto pelo simples fato de que um famoso o divulgou, sem antes realizarem pesquisas para saberem se a mercadoria é útil e de boa qualidade. Por isso, segundo Paulo Freire, é essencial que haja uma educação libertadora - que estimule a autonomia, a independência e a liberdade - porém a predominância de uma educação bancária, ou seja, conteudista, é um empecilho para o sujeito questionar e refletir sobre aquilo que é mostrado. Dessa forma, é de suma importância que haja uma base educacional de qualidade, com uma metodologia ligada ao desenvolvimento crítico.

Além disso, a falta de abordagem da mídia sobre os prejuízos do consumo excessivo, incentivado pelos influenciadores digitais, contribui para a degradação do meio ambiente. Nessa perspectiva, conforme Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea apresenta duas tendências comportamentais: o imediatismo e a superficialidade, ou seja, por se preocuparem apenas com o presente, os indivíduos compram coisas indicadas pelos “influencers” para satisfazerem as vontades deles e que, em um curto período de tempo, serão descartadas incorretamente na natureza, o que favorece a poluição do solo e das águas. Portanto, é essencial que esse veículo de comunicação cumpra com o seu papel primordial de informar a comunidade.

Logo, é evidente que os influenciadores digitais impactam nas decisões de consumo das pessoas, sendo fundamental medidas para modificar a atual conjuntura. Assim, é dever do órgão responsável pela educação atuar na formação dos alunos, com a efetivação da grade curricular. Isso deve ser feito por meio de aulas de Sociologia que abordem sobre a importância das atitudes críticas na internet, a fim de que os indivíduos possam decidir se querem comprar determinado produto sem serem influenciados por terceiros e, consequentemente, diminuir os riscos de serem alvos de golpes. Ademais, é dever do órgão regulador da mídia instruir a população, por intermédio de publicidades nas plataformas digitais, como o Instagram, que discutam sobre a relevância do consumo consciente, com o objetivo de preservar o ecossistema.