Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Com o surgimento do capitalismo, representado em movimentos como a “Revolução Industrial”, os empresários orquestravam modos de alienação, com o intuito de lucrar sobre as decisões consumistas inconscientes da população. Não tão distante da atualidade, tais métodos adaptaram-se conforme a sociedade evoluia, hoje os investidores ganham dinheiro com a ajuda de influenciadores digitais, os quais são contratados para difundir produtos e serviços aos seguidores deles. Dentre os diversos impactos acerca da problemática, os principais são a destruição ambiental e endividamento em alta escala nas famílias brasileiras.

Após o supracitado, com o elevado grau de influência dos famosos da internet, eles acabam potencializando a compra, portanto, a destruição ambiental torna-se inevitável, porque com a alta demanda sobre os bens materiais, a exploração do meio ambiente revela-se como um ato banal. Isto é comprovado pela Escola de Frankfurt, composta por filósofos alemães que defendiam a ideia de “manobra de massa” e “coisificação das coisas”, teorias relativas às maneiras de como o povo é influenciado a consumir e, indiretamente, estragar a natureza, a qual deveria ser preservada. Em outras palavras, quando os humanos são orientados a comprar, a biodiversidade é prejudicada.

Ademais, a intensa difusão do consumo, sugerida pelas estrelas das mídias sociais, cresce o número de cidadãos endividados, pois os leigos decidem satisfazer os desejos capitalistas sem a devida noção do que pode acarretar. Este argumento é comprovado pela série americana “The Big Bang Theory”, nela há uma jovem chamada Penny, conhecida por sempre estar com problemas financeiros, pelo fato de gastar as economias com futilidades recomendadas por grandes internautas. Isto é, sem um conhecimento racional financeiro, os indivíduos manipulados entram em crises monetárias.

Portanto, é necessário criar estratégias para minimizar a problemática. Logo, as empresas midiáticas em parceria com o Governo Legislativo, responsável por criar as leis, deverão estabelecer um limite de propagandas e anúncios em cada meio de comunicação, principalmente em “websites” e aplicativos, por meio da reprogramação de condutas on-line na Constituição brasileira. Além disso, deve-se propor palestras virtuais, cuja função seria debater questões do modo da educação financeira, com  o auxílio de economistas. Assim, ter-se-á uma nação menos atribulada no setor da reinvidicação de objetos e da manipulação.