Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

O conceito de indústria cultural desenvolvido pelos filósofos Adorno e Horkheimer, da Escola de Frankfurt, retrata a difusão da cultura em massa, com econômico, para uma manipulação da sociedade de consumo atual. Nessa perspectiva, é evidente que esse conceito se aproxima do papel dos influenciadores digitais, os quais propiciam a propagação de conteúdo em massa, além de afetado no consumo de produtos e serviços pelos usuários digitais. Entretanto, é válido a análise dos impactos causados ​​pelos “influencers” nas decisões de compra, que proporcionam, inconscientemente, uma necessidade de compra nos influenciados e, além disso, acarretam um consumo exagerado.

Em primeira análise, é importante saliente que os influenciadores digitais possuem papel de persuasão sobre os usuários de redes sociais no momento da compra de algum produto ou serviço. Segundo dados do Instituto QualiBest, mais de 76% dos usuários de mídias já adquiriu algo com base na recomendação feita por um influenciador digital. Isso ocorre, muitas vezes, porque os acompanham a vida dos influentes e almejam tal realidade, regada a viagens, compras e felicidade, o que propicia na mente das pessoas que aquilo que é recomendado pode proporcionar uma vida equivalente à dos “influencers”.

Em conseguinte, é necessário observar que esta oferta oferece realidades de consumismo exacerbado. Assim, vale citar o conceito de fetichismo de mercadoria, do filósofo Karl Marx, que explicita que a compra, na sociedade atual capitalista, não é realizada por uma necessidade real, mas sim por uma felicidade fantasiosa e passageira. Com isso, os usuários digitais adquirem produtos de maneira compulsiva devido a gama de produtos e serviços recomendados pelos influenciadores digitais. Dessa maneira, os influentes impactam na vulnerabilidade dos consumidores digitais.

Portanto, é evidente que faz-se necessário que o Ministério da Educação - por meio de uma parceria público-privada com as Mídias - promova propagandas que evidenciam a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Esses anúncios devem ser feitos durante os intervalos comerciais a fim de conscientizar a população brasileira para provocar uma reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. É fundamental também que o MEC ofereça programas de educação digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto. Dessa forma, a sociedade atual poderá ser equilibrada e, também, apequenará sua influência sem medidas.