Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

“American way of life”, expressão americana difundida em todo o mundo, no século XX, que significa “estilo de vida americano’. Esse caracterizou o início de uma sociedade totalmente globalizada e, principalmente, consumista. Nesse mesmo período, a situação do Brasil não foi diferente, por meio da influência midíatica, dos influenciadores digitais e do “status social”, o consumo exarcebado e desnecessário teve dimensões preocupantes, com base nas consequências ambientais e sociais. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que haja um controle dos impactos.

Primeiramente, é necessário evidenciar o discurso do filósofo alemão, Friederich Nietsche, em que afirmava que “o homem moderno é um idealista, ignorando toda a sua realidade”. Nesse viés, pode ser entendido que a sociedade, hoje, mostra-se totalmente negligente, de modo que apenas idealiza a vida perfeita, de postagens no instagram, querendo viver a vida dos influenciadores digitais.

Ademais, a falta de conhecimento da população sobre a veracidade das informações que os influenciadores afirmam, ocasiona na irresponsabilidade social, a partir do momento em que, de acordo com Karl Marx, “O homem é, em sua essência produto do meio”. Isso pode ser exemplificado pelo fato de que se o homem está comprando frequentemente, ele vai continuar nessa essência, sendo individualista, como exemplificado por Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”. O sociólogo polonês afirma que as pessoas na sociedade líquida vivem em constante fantasia em que suas vidas têm que ser uma obra de arte, por isso, há sempre a comparação com a vida dos outros e a incessante busca para alcançar aquilo que não se têm.

Mediante a essas considerações, medidas devem ser tomadas para resolver a questão. Assim, de acordo com a teoria fundamentalista de Durkhein, a qual diz que cada instituição possui a sua função social, a Secretaria da Cultura, juntamente com o Ministério da Saúde, devem promover campanhas para a consientização dessa questão, de modo a cuidar da saúde mental dos cidadãos, uma vez que o consumismo é um vício que necessita ser tratado. Com o intuito de que haja uma maior aceitação dos indivíduos e uma melhor qualidade de vida.