Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Sabe-se que em 1970, o movimento de Globalização expandiu sua influência entre as diâmicas sociais ao redor do mundo e que, por conseguinte, a internet tornou-se um importante instrumento de propagação de ideologias. Decerto, pode-se afirmar que, no Brasil contemporâneo, diversos indíviduos, em parceria com empresas, fazem uso das redes sociais como canais propagação de ideais, e assim, exercem sobre a sociedade um papel influenciador, o qual induz o corpo civil ao consumo. Contudo, o impacto nas decisões de consumo gerado por influenciadores digitais é prejudicial a saúde mental de jovens, pois a imposição de padrões estéticos e comportamentais os estimula a seguirem, de forma rígida, determinados ideais para que sejam aceitos socialmente. Além disso, pode-se destacar que, outro impacto da exacerbada influência digital é o aumento do consumismo entre a sociedade.
De início, faz-se importante afirmar que a imposição de ideais estéticos e comportamentais por influenciadores digitais estimula o desenvolvimento de diversas doenças mentais entre jovens, como depressão e ansiedade, visto que, a propagação de padrões de vestimenta e de comportamento evidencia a necessidade da busca por aceitação e com isso, a garantia de um bom status social. Logo, pode-se citar o trecho da célebre canção Jealousy Jealousy, no qual a artista Olivia Rodrigo canta “eu quero muito ser você, mesmo que não te conheça…tudo o quê vejo é o quê queria ser: mais bonita, mais feliz…” como uma retratação dos danos psicológicos em jovens, consequentes da intensa influência de indíviduos que propagam a padronização social e seu estímulo ao culto a falsa perfeição e ideal de vida.
Ademais, cabe afirmar que o a prática do consumismo é estimulada por influenciadores digitais, visto que internautas são induzidos a comprarem cada vez mais em prol da busca pela perfeição estética e comportamental ditada nas redes sociais. Logo, pode-se afirmar que a influência digital tem significativo impacto no âmbito econômico, pois, pessoas induzidas ao consumo excessivo podem desenvolver oneomania -doença caracterizada pelo vício consumista-, e assim, se endividarem.
Concluí-se que, o estímulo indireto ao desenvolvimento de doeças mentais devido ao padrão imposto via internet e o consumismo são alguns dos impactos nas decisões de consumo geradas por influênciadores digitais. Portanto, cabe ao Governo Federal por intermédio do Ministério da Cidadania -órgão responsável por políticas de bem-estar social-, elaborar campanhas de conscientização populacional sobre o uso das redes sociais e seu impacto no âmbito da saúde e da economia, as quais objetivem desconstruir padrões impostos por meio digital e também, minimizar seus impactos sobre a sociedade braileira, como o consumo excessivo e mal-estar psicológico. Logo, a medida proposta tem como principal efeito a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro na contemporaneidade.