Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A Juliette Freire, após participar de uma edição do Big Brother Brasil, em 2021, ganhou milhares de seguidores, quebrou recordes de curtidas no Instagram e se tornou um fenômeno das redes. Nesse sentido, os influenciadores digitais possuem um imenso alcance de pessoas no Brasil e, por isso, impactam nas decisões de consumo do povo. Afirma-se isso porque, devido aos novos meios de comunicação, os influenciadores alavancam o consumismo da sociedade e, além disso, podem manipular o consumo de informação dos indivíduos. Portanto, medidas são necessárias para combater as questões.
Sob essa perspectiva, faz-se necessário debater acerca do poder de potencialização do consumo dos influenciadores digitais. Nesse sentido, quando algum digital influencer promove certo produto, imediatamente seus seguidores adquirem tal produto mesmo sem precisarem por acreditarem que atingirão o mesmo estilo de vida de seus ídolos digitais. Dessa forma, os influenciadores contribuem para a manutenção da sociedade de consumo atual, que destrói o meio ambiente e valoriza mais o ter do que o ser. A exemplo da estimulação do consumismo, segundo uma matéria da ESPN, o jogador de futebol Lionel Messi, que também é um fenômeno das redes, fez com que seu novo clube arrecadasse mais de 100 milhões de euros em um dia com a venda de camisas. Logo, é fulcral amenizar o consumismo causado pelos influenciadores digitais.
Ademais, verifica-se que o consumo de informações também sofre influência dos digital influencers. Sob essa análise, alguns ídolos digitais fazem posicionamentos políticos sem antes verificarem a validade de seus argumentos, o que faz com que seus seguidores tenham seus pensamentos manipulados e optem isolarem-se de novas ideias por acreditarem somente nos seus heróis digitais. Nessa ótica, o famoso youtuber Felipe Neto incentiva diariamente seus seguidores a lincharem algum indivíduo que possua desentendimentos com o influenciador, sem antes procurarem informações sobre quem está sendo atacado. Sendo assim, deve-se combater essa alienação causada pelos influencers.
Em suma, os digital influencers incentivam o consumismo e alienam seus seguidores. Por isso, o Estado, por meio de uma parceria com o Instagram, deve alertar as pessoas sobre o consumo consciente utilizando campanhas de conscientização dentro da própria plataforma, a fim de diminuir o consumo exagerado de produtos. Em adição, o governo, por intermédio do Ministério da Educação, deve obrigar as escolas do país a discutirem sobre os riscos de alienação causados pelo uso das redes de comunicação modernas, a fim de reduzir o número de indivíduos que não criticam o modo de pensar dos seus ídolos digitais. Dessa maneira, os impactos nas decisões de consumo serão amenizados.