Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No livro “ Para Poder Viver”, da escritora norte-coreana Yeonmi Park, é retratado como o poder de influência do Governo do seu país intervém na propaganda e na educação para influenciar sua população aos modelos desejados. Fora dessa realidade, no Brasil e em grande parte do mundo, a persuasão ocorre em meio digital e reverbera na alienação de consumo e de convicções próprias. Dessa forma, é preciso um debate acerca da problemática, visando amenizar o problema.

Nesse viés, é importante reconhecer que o mundo nunca esteve tão conectado e alienado simultaneamente. Nesse contexto, graças a globalização, as redes sociais se tornaram palco para influenciar e engajar negócios em escala mundial, deixando os consumidores alheios aos seus gostos pessoais para seguir tendências e indicações de pessoas que admiram. Nesse âmbito, segundo os pensadores da Escola de FrankFurt, o poder de influência digital gera gostos padronizados e induzidos de consumo.  Dessa feita, os indivíduos são vítimas da massificação cultural e falso sentimento de particição social ao consumirem produtos indicados por influenciadores digitais.

Vale ressaltar, também, como o poder de influência de um indivíduo implica na vida dos demais. Em face disso, tal qual a formação da língua francesa atual, quando na idade média os camponeses imitavam o sotaque com que era falado pela nobreza, os influenciadores digitais e o seu público tem aspectos semelhantes, pois a formação de opinião, gostos, comportamento estão vinculados ao que o público consome. Nesse sentido, os seguidores buscam ser ,ou ao menos ,parecer com o que admiram, deixando de lado que sua alteridade fale por si só sobre aquilo que defendem ou acreditam e tornando-se refém da opnião do conteúdo daqueles a quem consome.

Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar a problemática. Desse modo, é mister que o Ministério da Educação busque resolver essa questão pelo princípio da formação do indivíduo: a educação. O Ministério deve promover o diálogo, em sala de aula, de escolas públicas e privadas em todo o país sobre as implicações de influenciadores digitais no estilo de vida e consumo de conteúdo na sociedade a partir de uma educação crítica e formativa de opinião dos alunos, com o intuito de conscientizar e formar uma população consciente sobre a questão, tornado-os futuros cidadãos críticos. Logo, somente assim, as futuras gerações compreenderão que alteridade é uma virtude no mundo contemporâneo.