Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O surgimento da internet proporcionou uma nova forma de viver em sociedade, seja na comunicação, obtenção de informação ou na criação de profissões voltadas para o meio virtual, como os influenciadores digitais. Estes, comunicam com as pessoas por meio da internet, influenciando os demais de acordo com os seus interesses, suas vestimentas, o seu estilo de vida, entre outros. Contudo, muitos não se preocupam muito com o que apresentam ao seu público, podendo influenciá-lo negativamente, como a busca pelo corpo dentro dos padrões de beleza, visto que a grande maioria dos influenciadores o segue.
Sob esse prisma, estimular obter o que não é real pode levar ao surgimento de transtornos. As redes sociais são conhecidas como um local de perfeição, na qual as pessoas aparentam serem perfeitas, terem vidas perfeitas e corpos perfeitos. Nesse sentido, na tentativa de aparentar estar dentro do padrão estético, diversas pessoas utilizam de edições para que os outros as vejam como maravilhosas, incluindo influenciadores. Entretanto, uma grande massa dos “influencers”, agem como se este tudo fosse verdadeiro, e junto com marcas que vendem produtos relacionados, estimulam seus seguidores a consumirem remédios ou fazerem dietas perigosas, como se estes fossem os métodos necessários para se enquadrar no padrão, sendo que nem eles próprios se enquadram. Dessa forma, como o corpo ideal é minoria na população, muitos desenvolvem depressão, anorexia, bulimia, compulsão alimentar, entre outros problemas, por não conseguirem conquistar tal perfeição.
Ademais, o estímulo a realização de procedimentos estéticos também ocorre. Da mesma forma que muitos recorrem a efeitos, e edições, as cirurgias plásticas também são usadas para chegar ao padrão, mas pouco adimitida já que muitos as utilizam como “provas” de funcionamento de produtos de empresas que os contrataram. Assim, o incentivo ao consumo destes procedimentos de forma puramente estética, e sem pensar nas possíveis consequências se eleva, levando a resultado a classificação do Brasil como o país que mais realiza cirurgias plásticas, segundo o G1 em 2019.
Logo, é perceptivel a necessidade de intervir no problema em questão. É certo que o governo federal deve limitar que influenciadores digitais incentivem um consumo irrealista, mediante a criação de leis que obriguem a sinalização em publicidades de que o produto foi testado por um período de tempo e possui selo de aprovação, a fim de reduzir o número de propagandas enganosas feitas, seja de produtos ruins ou de resultados falsos.