Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Por meio dos “influencers” digitais, aprender a se maquiar, fazer exercícios físicos em casa ou cozinhar, ficou mais acessível e democrático. Entretanto, apesar de muitos conteúdos genuinos, há uma ocupação por trás onde o objetivo é criar engajamento com o público e em troca, marcas surgem para promoverem seus produtos. Com este conflito de interesses, é possível inferir que os “seguidores” acabam sendo infuenciados e impactados nas próprias decisões de consumo e comportamento.
Perante a isso, um exemplo que ocorreu no início da pandemia global do corona vírus, foi a influencer Gabriela Pugliese que após não respeitar a quarentena, postou em suas redes sociais frases como “dane-se a vida”. O comportamento de Gabriela diante de milhares de seguidores e pessoas que à apoiam, expõe o poder e a responsabilidade de apenas uma pessoa, e o seu impacto comportamental sobre diversas outras pessoas.
Além do mais, diferente de quando atores e apresentadores de TV eram considerados alvos do marketing apenas por serem famosos, hoje os criadores de conteúdo apresentam uma postura mais pessoal e acessível diante dos seguidores. Por isso, a partir dessa confiança criada, é mais interessante para o marketing, ou seja, as marcas promoverem seus produtos perante um público tão passível. Assim, percebe-se que quanto maior o senso de comunidade, maior o interesse econômico e consumista das lojas.
Portanto, acerca do exposto é urgente que medidas sejam tomadas para frear a manipulação e a alienação consequente dos influenciadores. A princípio, é importante reconhecer as publicidades feitas por usuários das redes sociais e estipular a legislação, por exemplo quando o público-alvo é infantil. Por fim, os próprios aplicativos de mídia social devem se responsabilizar por promover palestras, publicações a respeito da responsabilidade e consciência de influenciar centenasde pessoas cotidianamente.