Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A interferência consciente das redes sociais na vida das pessoas é uma temática recorrente na sociedade brasileira. Todavia, no Brasil hodieno, é notório o poder dos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo na vida dos indivíduos. Isso acontece devido à falsa ideia de felicidade e à normalização da interferência dos influenciadores, associada às empresas.Com efeito,evidencia-se a necessidade da criiação de medidas para se conter esses entraves.

Em primeira análise, é importante salientar a falsa ideia de felicidade, proposta pelos influenciadores digitais e suas implicações nas decisões de consumo das pessoas. Sob essa ótica, ressalta-se o livro Sociedade do Espetáculo, proposto pelo autor francês Guy Debord, segundo o qual afirma o poder da imagem como molde para influenciar e manipular o comportamento das pessoas.Nesse cenário, os influenciadores ao demonstrarem nas redes sociais, como o instagram, a falsa ideia de felicidade somente com a obtenção de produtos de beleza e moda, instigam ,consequentemente, as pessoas a comparem e acreditarem que a felicidade só poderá ser alcançada através da compra.

Em segunda análise, é válido ressaltar que a normalização da interferência dos influenciadores digitais, atrelada às empresas, colabora no impacto das decisões de consumo dos individuos.Acerca disso, cabe relacionar o termo “Razão instrumental”, proposto pelo filósofo alemão Max Horkheimer, segundo o qual é feito,constantemente, a utilização de recursos midiáticos e que possuem um grande poder de  influência para manipular indivíduos e satisfazerem corporações.Nesse viés, observa-se que esse pensamento aplica-se,perfeitamente, à realidade brasileira, uma vez que os influenciadores digitais ao possuírem vínculos com empresas, por exemplo, a de moda, disseminam diariamente inúmeras propagandas nas redes sociais que normalizam os usuários a obterem como hábito a necesidade de se obter os produtos divulgados. como consequência dessa normalição, o consumismo é estimulado haja vista que,  as pessoas tornam-se cada vez mais inconscientes do excesso de produtos utilizados.

Portanto, são notórios os entraves relacionados aos influenciadores e seu impacto nas decisões de compra dos indivíduos. Logo, cabe ao Ministério da Educação desconstruir a ideia de felicidade,atrelada ao consumo, nas redes sociais, por meio de diálogos, os quais consistirão em rodas de conversa que abordarão acerca da falsa necessidade do produto em excesso, ministrados por especialistas na área digital e psicólogos, a fim de diminuir a interferência do meio digital na vida dos indivíduos. Outrossim, compete à mídia desconstruir o pensamento que normaliza a interefrência dos influenciadores, atrelada às empresas, na vida dos indivíduos. Diante disso, poder-se-ão atenuar o poder dos influenciadores e seu impacto na escolha de consumo dos indivíduos.