Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O documentário “Fome de Poder” retrata a história da famosa rede de hamburguers McDonalds, desde seu surgimento até a atualidade. Assim, no decorrer do longa, são reveladas as estratégias de marketing usadas por seus donos e a forma como a publicidade é essencial para a venda de um produto. Sem dúvida, na era tecnológica, isto se torna ainda mais visível com a ascensão dos influenciadores digitais, utilizados pelas empresas para obter novos clientes. Sob essa perspectiva, é necessário compreender como tais profissionais agem e de que forma isso impacta nas decisões dos consumidores.
Inicialmente, é importante ressaltar a carência humana por modelos, ou seja, pessoas que sirvam de inspiração. A obra “1984”, de George Orwell, descreve isto precisamente, pois em sua sociedade distópica, os indíviduos são seguidores arduos do “Grande Irmão”, alguém com quem eles se identificam e, por conseguinte, são por ele sugestionados. Para além da ficção, o papel dos influenciadores digitais é semelhante, pois ao compartilharem em suas redes sociais: dicas, tutoriais, fotos e relatos do dia a dia, estes se tornam modelos de vida, alguém com quem partilhar dos mesmos ideais.
Consequentemente, as empresas começaram a utiliza-los como forma de expandir seu mercado consumidor. Dessa forma, por meio do patrocínio de eventos, presentes e publicidades pagas, os seguidores destes passam a conhecer e utilizar as marcas indicadas. Certamente, isso impacta diretamente no crescimento do consumismo, pois pessoas passam a comprar produtos não porque necessitam, mas porque seus modelos recomendaram. Ademais, é relevante pontuar que muitas vezes, os indivíduos são manipulados por tais companhias e influenciadores, por não saberem que aquilo que estes promovem advém de empresas externas.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para reverter essa conjuntura. Para isso, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações promover a transparência no meio digital, por meio da criação de leis - que inclua punições para seus transgressores- que obriguem as marcas e influenciadores a revelarem publicamente suas relações e intenções, a fim de impedir a manipulação dos seguidores. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, incentivar a consciência digital dos jovens, por meio de campanhas e palestras - ministradas por profissionais da área-, com o intuito de mostrá-los a facilidade com que pessoas são influenciadas e dificultar que isso ocorra com eles.