Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
“Nada é mais prejudicial ao pensamento próprio do que uma influência muito forte de pensamentos alheios.”, disse o Filósofo alemão, Arthur Schopenhauer. Nesse raciocínio, nota-se as consequências de uma sociedade dependente de “líderes” para influenciarem as grandes massas. Assim, torna-se cada vez mais comum o surgimento de influenciadores digitais, os quais impactam nas decisões de consumo das pessoas, uma vez que o grande prestigio dita o que deve ser consumido e rejeitado.
A priori, é necessário compreender o papel que exercem os influenciadores digitais, que por sua vez estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, recomendando e incentivando a compra ou consumo de determinado produto. Nesse sentido, tal panorama promoveu uma nova visão sobre o “marketing”, visto que grandes marcas contratam essas personalidades a fim de venderem seus produtos. Pode-se mencionar, por exemplo, a campanha publicitária feita com o Ex-BBB Gil do Vigor, e a marca de alimentos, Vigor.
Paralelamente a isso, se faz crucial analisar os dilemas que sucedem uma população a mercê de recomendações sistematicamente tendenciosas. Sob esse viés, os influenciadores podem convencer seus seguidores a aderirem uma ideia sem ao menos se informarem, dado que confiam naquela pessoa. Por conseguinte, a falta de informações pode prejudicar e corroborar a disseminação produtos e notícias falsas.
Posto isso, concerne ao Ministério da Educação -agente responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação-, juntamente ao Ministério das Comunicações, criarem um plano de conscientização nas redes sociais e escolas, a fim de expor a importância de criar um senso crítico para que a influência de outras pessoas não se torne um problema. Esse projeto deve ser acessível a todos, para que assim, o raciocínio de Schopenhauer não se torne cada vez mais presente no país.