Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Desde a metade da década de 40, a atriz e modelo estadunidense, Marilyn Monroe, influenciava no estilo de vida de milhares de mulheres ao redor do mundo. Atualmente, diversos famosos utilizam do meio virtual para, assim como Marilyn, induzir uma grande massa à compra de um determinado produto. O desenvolvimento das redes sociais é o principal motivo para o aumento da capacidade de alcance dessas pessoas, algo que pode gerar o consumo impulsivo e excessivo. Dessa forma, esse assunto deve ser seriamente analisado e discutido pela sociedade.
A princípio, as redes sociais possibilitam um maior contato entre os influenciadores digitais e o seu público. Segundo uma pesquisa feita pela empresa alemã, Statista, em 2016, haviam cerca de 2,8 bilhões de usuários no Facebook. Desse modo, esses aplicativos são perfeitos para apresentar uma mercadoria ao consumidor. O ex-participante do reality show Big Brother Brasil, “Gil do Vigor”, por exemplo, aproveita dos seus 14,5 milhões de seguidores no Instagram para divulgar marcas, como Santander e Vigor Grego.
Consequentemente, o uso de “digital influencers”, como também são conhecidos, para o marketing aumenta o consumo exagerado. Isso porque, utilizar ícones da cultura pop para fazer propagandas traz a ideia de que, se a pessoa obter um certo produto, ela será como o famoso. Dessa maneira, isso associa o sentimento de ter com a felicidade, situação muito bem apresentada pelo filme estadunidense, “Clube da Luta”, em que o personagem interpretado por Edward Norton acreditava que comprar o faria um ser humano mais completo.
Assim, medidas são necessárias para a resolução do problema em questão. Por um lado, as escolas devem ensinar aos seus alunos a maneira ideal de como se portar nas redes sociais. Por outro lado, o Governo Federal de cada país deve adicionar a educação financeira como grade curricular obrigatória nas instituições de ensino, de modo que, por meio de palestras com economistas de renome no cenário nacional ou, até mesmo, mundial, como Paul Krugman e Esther Duflo, instrua os jovens a ter um consumo consciente. Em vista disso, o impacto dos influenciadores digitais nas decisões de compra serão, ao menos, reduzidos.