Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Durante o período da Segunda Guerra Mundial, a progaganda foi utilizada para manipular a população na Alemanha nazista. Hodiernamente, os “digitais influencers” assumiram o papel na ajuda de tomada de decisão das pessoas, entretanto, esse hábito colabora com o consumo supérfulo e na idealização de uma vida perfeita que não existe. Isso posto, é imprescindível uma reflexão sobre o problema.
Nesse viés, é válido salientar que o “marketing” colabora com o aumento da problematica. A ideia do Fetichismo da mercadoria, de Karl Marx, representa a sociedade atual, que utiliza as redes sociais como forma de expandir o consumo a partir da propaganda e alto valor que agrega aos produtos ao se tornarem populares e desajados pelo público, que pagam valores simbólicos devido ao status e não por sua utilidade em si. Dessa forma, tal realidade exige maior atenção com o que é consumido.
Outrossim, é preciso saber que nem tudo que é mostrado na internet é verdadeiro. No conceito de “Industria Cultural” de Adorno e Horkheimer, a mídia pode articular e desarticular qualquer mobilização crítica. Sendo assim, se o público não tiver cuidado com o que acompanha, pode ser alvo de alienação e, posteriormente, de desapontamento com sua própria realidade. Ademais, medidas devem ser tomadas para evitar esse incômodo.
Portanto, é necessária a mudança de hábitos em relação ao consumismo e a individualidade de cada um. Dessa maneira, a mídia deve promover a redução do consumo exacerbado por meio de campanhas promovidas pelos próprios influenciadores, que devem inclusive incentivar o senso crítico dos indivíduos, evitando assim, uma sociedade análoga ao meio alienado da Segunda Guerra.