Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Geração Instagram
No auge da Guerra Fria, a inteligência americana procurou uma forma de guardar seus dados com maior segurança e essa inovação resultou no que conhecemos hoje como Internet, a maior invenção dos últimos tempos. Com a sua evolução exponencial, não se trata mais de apenas e-mails e trocas de informações governamentais, e sim de sua presença em todos os objetos e lugares que ofereçam valor, tornando-se peça fundamental na globalização mundial.
A partir disso, percebendo a facilidade com que tudo se propagava na Internet, um grande e visionário mercado foi aberto: desde inovações tecnológicas até trabalhos completamente digitais. Hoje o mundo é ditado pelas redes. As redes sociais predominantes, como Instagram, Twitter, Facebook e Youtube, acabam por desencadear papel fundamental na vida de muitas pessoas. Existem infinitas variedades que se pode encontrar, e, com certeza, existe algum conteúdo para chamar de preferido:quando é muito bom, se destaca; quando não é, os números não crescem.
Os influenciadores digitais são hoje, ‘ditadores da moda’ a cada rastro que deixam. Basta um ‘story’ no Instagram para que milhões de pessoas assistam e, dependendo do nível de fanatismo, sejam influenciadas por aquilo. Grandes marcas pagam uma grande quantia de dinheiro para míseros 15 segundos no ‘story’ de influenciadores, para que os estes falem bem da marca e, assim, influenciam o consumidor a adquirir certo produto. Porém é uma grande responsabilidade nas mãos de pessoas que talvez não tenham a capacidade necessária para tanto poder: o governo de Michel Temer pagou cerca de sessenta e cinco mil reais para que o canal ‘Você Sabia?’ falasse bem de reformas no ensino, influenciando e alienando a capacidade de pensamento político de crianças e adolescentes consumidores de seus conteúdos.
Por fim, é necessário medir as forças dos influenciadores para que a ação deles não se torne algo compulsivo e artificial. Consequentemente, uma conscientização em nível nacional sobre o que se passa nas redes (como o documentário O Dilema das Redes, da Netflix) é necessária, Deve-se, ainda, limitar o acesso infantil à rede, a fim de evitar uma influência em níveis extraordinários e uma espécie de alienação.