Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A burguesia emergente no início da Idade Moderna não enxergava outro caminho a não ser o de expandir seu mercado consumidor. Não à toa, estava por trás de grandes eventos como a expansão ultramarina, a consolidação da indústria e abolição da escravatura, fatores que culminaram no atual capitalismo, ainda em expansão. Tal processo, inevitavelmente, consolidou o consumo inconsciente e compulsivo seja como valor social, seja com valor existencial, contextualizando também, com os impactos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Diante disso, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
De acordo com a pesquisa realizada pelo instituto qualibest no ano de 2018, demonstrou que os influenciadores digitais são a segunda maior fonte de tomada de decisão de compras. Vale ressaltar que, ao analisar essa nova ferramenta de marketing na qual constituem em utilizar as redes sociais torna-se um reflexo da sociedade contemporânea, na qual os reflexos de lucro e interesses são predominantes. Nessa lógica, Zugmunt Bauman atrelou o ato de consumir à condição de existência e a necessidade de ter em detrimento de ser. Por consequência, para possuir maior valor existencial na sociedade, as pessoas recorrem ao consumo incontrolável por uma demanda de si mesmos e pela influência que as mídias provocam na população.
É válido ressaltar que, o valor social de um indivíduo hoje, é mensurado de acordo com o seu poder aquisitivo. Há uma pressão social no imaginário popular que ao comprar determinado produto. Logo, quanto mais uma pessoa consome, troca de carro, ostenta roupas novas, mais querida e bem visto ela será. Contando com essa mentalidade, os influenciadores digitais se apropriam de ferramentas como o Instagram, Facebook, sites para apelar ao consumismo como estilo de vida colocando-o em um pedestal a ser atingido, por meio de suas divulgações que exerce um grande impacto no consumo da sociedade hodierna. O marketing de influência tem alto poder de engajamentos e consegue amplificar o alcance da mensagem.
Depreende-se, portanto, a necessidade de melhorias nesse âmbito. Para isso, o Congresso Nacional deveria implantar leis que limitam essas divulgações comerciais realizadas por empresas privadas por meio de punições aos que descumprirem, afim de amenizar essa imposição midiática. Além de, as instituições escolares em parceria com os familiares devem inserir debates no âmbito escolar e familiar com o auxílio de psicólogos para debaterem sobre como agir de modo online, de modo que a mídia não influencie de maneira negativa em relação ao consumismo. Para que talvez assim, o pensamento de Zugmunt Bauman mude.