Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Iniciada no século XX, a Revolução Técnicocientífica Informacional, principalmente devido à criação da Internet, foi responsável pela inovação e transformação dos padrões de comunicação, de economia e de comportamentos da sociedade. Nesse sentido, verifica-se, o surgimento dos influenciadores digitais, profissionais das redes sociais, que tem como trabalho influenciar seu público alvo a adquirir certos produtos ou hábitos, o que impacta diretamente nas suas decisões de consumo, causando também prejuízos como a associação do consumo com a felicidade e da massificação da população. Logo, conclui-se que essa problemática deve ser debatida e que medidas devem ser tomadas para a sua resolução.

Inicialmente, observa-se o grande impacto que influenciadores digitais exercem ao associar o consumo com a felicidade, o que causa o consumismo e maiores níveis de insatisfação e tristeza na população. Analogamente, no curta “Happiness”, de Steve Cutts, mostra-se por meio de uma animação, como o mundo contemporâneo enfrenta altos níveis depressão e ilusão devido à associação de possuir bens ditados pelos conhecidos com “digital influencers” com a sensação de alegria. Paralelo a obra cinematográfica, o que acontece na realidade, é que em busca da vida perfeita vendida pelos influenciadores, muitos indivíduos consomem de modo supérfluo, o que gera prejuízos ambientais, além de psicológicos. Sendo assim, é necessário que a população seja ensinada a lidar com essas pressões do mundo virtual, o que diminuirá significativamente esses impactos negativos.

Ademais, é nítido o papel desses profissionais na padronização da sociedade em relação a seus hábitos gerais, sobretudo, de consumo. Isso porque, ao valorizarem como bom apenas aquilo recomendado por esses, a população se torna produto das vontades das empresas que patrocinam os influenciadores. Nesse viés, concretiza-se o que é estudado pela Escola de Frankfurt, em especial pelo filósofo Theodor Adorno, no conceito de Indústria Cultural, ou seja, a dominação capitalista que se dá por intermédio da cultura, sendo os donos do capital responsáveis por incentivarem tendências que massificam os cidadãos e alimentam o sistema econômico. Desse modo, salienta-se o investimento na educação para mitigar esses acontecimentos.

Portanto, é notório que providências necessitam de serem tomadas. Para isso, os órgãos responsáveis pela promoção da educação de seus países, devem investir na formação crítica dos indivíduos. Isso deverá ocorrer por meio de aulas de sociologia e de filosofia que discutam sobre a atual associação do consumismo com a felicidade e sobre a recorrente massificação. Dessa forma, esses impactos negativos diminuirão e os cidadãos poderão consumir de maneira mais consciente.