Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Obter acesso a manipulação social em massa no Brasil e mundo é algo de objetivo de diversos indivíduos, portanto redes sociais virtuais servem de ferramenta para esse processo. Deste modo, frisa - se a importância da mídia dentro da “indústria cultural”, cujo fator é determinante dentro desse parâmetro, visto que os padrões sociais e a “falsa realidade” criada no mundo cibernético estímulo o comportamento e decisões da população. Consequentemente, a falta de transparência de influenciadores digitais, e a grande alienação social, são fatores passíveis de mudança.
Análogo a isso, o mundo formado pela revolução tecno-cientifico-informacional favorece a modificação moral e física dos que usufruem de aplicativos, deixando a desejar transparência, algo exemplificado nas diversas funções do aplicativo Instagram, como os “filtros”. Aliado a esse fator, o documentário “O dilema das redes”, relata a utilização de algoritmos, para persuasão de dados levados ao usuário, qual engana-se sobre seu poder de escolha. Visto isso, o sociólogo Pierre Levy retrata que “a Internet não é exatamente o que você pensa”, pois é ditada pelas normas da indústria cultural.
Relacionado a essa situação, analiza-se que a população residente no Brasil encontra-se alienada às problemáticas do mundo contemporâneo, por conta da falta de informação existente. Assim, o sociólogo Zygmunt Bauman cria o conceito de “Modernidade Líquida”, qual descreve a fragilidade das ideias propagadas pelos influenciadores digitais, que formam uma sociedade em estado de perplexidade consciente. Por conseguinte, as relações maleáveis estão explícitas na política de “Cancelamento” dentro da Internet, onde influenciadores são profundamente atacados e massacrados por usuários de aplicativos, e sofrem julgamento baseado no senso comum resultante da manipulação por alienação, concordando com as ideias de Pierre Levy.
Destarte, verifica-se que os residentes do país encontram-se absortos dentro de uma política cibernética errônea, qual necessita de aprimoramento. À vista disso, o Ministério da Cidadania aliado ao Estado - poderes Executivo, Legislativo e Judiciário - por meio da criação de um projeto e aplicação de subsídios, devem promover melhor fiscalização do ambiente ciber, e criar uma política do usuário eficiente, com a finalidade que os indivíduos não possuam falhas em suas ações, e tenha-se o melhor convívio social. Não obstante, deve-se incrementar a polícia e delegacia virtual, para que a fiscalização e julgamento de ações perversas seja melhor realizada.