Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, a internet foi criada e se consolidou como uma espécie de mundo paralelo. A partir dela, inúmeros empregos surgiram, como os influenciadores digitais, que se relacionam fortemente nas decisões de consumo de seus seguidores. Certamente, questões como a padronização da sociedade e o aumento do status daquele que consumir o mesmo produto de um “influencer” são potencializadas pela atuação desses profissionais. Logo, é preciso que o comportamento das pessoas mude.
Inicialmente, é fato que os influenciadores permitem uma padronização da sociedade. Sobre essa perspectiva, vale destacar a teoria da cibercultura do sociólogo Pierre Levy, que diz que os meios digitais possibilitam a interconexão generalizada, o que aumenta as relações comerciais, por exemplo. Com isso, entende-se que essas relações se dão pelos criadores de conteúdo, as marcas que os patrocinam e seus seguidores, o que permite a compra em massa desses produtos. Diante disso, há uma perda de individualidades, já que os consumidores buscam comprar o mesmo produto relacionado ao mesmo influenciador. Portanto, é necessário que as famílias atuem na conscientização dos seus filhos, para que saibam desde cedo como proceder.
Além disso, os criadores de conteúdo estimulam a formação de um status para aqueles que consomem o que anunciam. Nesse sentido, vale ressaltar a teoria de status social do sociólogo Max Weber, que afirma haver uma hierarquização entre as pessoas de acordo com seus gostos. A partir disso, é perceptível que os influenciadores dividem os indivíduos entre aqueles que compram de acordo com eles e aqueles que não, o que permite a criação de um status maior para os que consomem suas indicações. Dessa maneira, há o estímulo para a exclusão dos que não tem condição de compra ou não gostam do produto. Sendo assim, é preciso que a ONGs atuem.
Por fim, é evidente que os mecanismos criados na Terceira Revolução Industrial impactam fortemente as relações do mundo atual. Para mitigação das problemáticas, é preciso que as famílias mostrem aos seus filhos, desde pequenos, como o meio virtual pode ser atrativo e como desvirtuar das propostas. Dessa forma, muitos não vão se padronizar e não perderão suas individualidades. Também, é necessário que ONGs relacionadas à internet demonstrem aos usuários que as relações não devem ser pautadas pelo o que uma pessoa tem, e sim pelo o que ela é. Assim, haverá a desconstrução da ideia de que é necessário possuir algo de um influenciador para se integrar socialmente, o que permitirá a inclusão de muitos indivíduos.