Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O objetivo final de qualquer marca, na contemporânea sociedade de consumo é vender. A partir dessa premissa, é possível observar, através da história recente, a propaganda sendo a “alma” do negócio, desde anúncios pagos e bem definidos em jornais nos primeiros anos da Revolução Industrial até a contemporaneidade, quando, principalmente na internet, a linha entre conteúdo e propaganda é extremamente turva. Tal realidade é um risco ao consumidor, uma vez que, através dessas linhas borradas, ele fica exposto à selvageria manipuladora do capitalismo irregulado. É necessária portanto uma revisão às leis que limitam a publicidade.
Define-se um relacionamento parassocial como a experiência unilateral de intimidade do lado que recebe dentro das mídias de massa. Ou seja, a impressão de intimidade com celebridades “através da televisão” por parte do consumidor. Tal sentimento já era algo perigoso nos anos 1050, quando o conceito foi criado, porém com o advento das mídias sociais, a impressão de intimidade com quem posta ficou tanto mais intensa - devido a mais frequente aparição do cotidiano- quanto mais comum - por causa da popularização e atual popularidade de blogs, vlogs, etc. Tal frequencia abre um precedente para, por exemplo, marcas de roupas anunciarem seus produtos inconscientemente à audiencia de influenciadores digitais, e, como é visto no próprio termo, o objetivo final dessas personalidades, de um ponto de vista capitalista, é influenciar.
Portanto, cabe ao estado regulamentar os anúncios. Para tanto, cabe ao legislativo introduzir leis obrigando influenciadores a deixar claro que a presença de uma marca específica em seu conteúdo não é uma coinciedência e eles estão sendo pagos para faze-lo, visando assim expicitar o consumismo e propaganda presente no conteúdo consumido.