Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Segundo o geógrafo Milton Santos, após a Segunda Revolução Industrial, a sociedade passou a viver em uma meio no qual a tecnologia e ciência passaram a agilizar as atividades humanas, o técnico- científico e informacional. Análogo ao retratado pela figura histórica, a internet, felizmente ou infelizmente, passou a ocupar um espaço não só de relações sociais, mas também de integração mundial e comercialização, e o saldo disso é que os influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo se interpõem como pauta que exige amplo debate em pelo menos dois aspectos: o patrocínio e o usário como produto no meio midiático.
Nesse contexto, vale lembrar que, à luz da Constituição Federal, o Estado deve garantir a livre circulação de divulgações e informações, assim a questão dos influenciadores digitais e seus poderes para impulsionar o consumo se tornaram, na atualidade, grande instrumento para o aumento de patrocínios de grandes marcas. Essa inovação social se deu a partir do imensurável público conquistado pelas redes socias, as quais se tornaram ferramenta de trabalho para muitos que hoje, garantiram destaque iclusive para empresas comerciais que passaram a praticar trocas de serviço, nas quais os influenciadores desempenham papel fundamental de atrair um público consumidor, ou seja, não importa condição financeira, a inserção no meio virtual se depara, cada vez mais, com uma máquina comercial que impacta diretamente na vida dos menos favorecidos com frustrações e excessivas comparações. Consequentemente, problemas psiquicos e emocionais são apenas alguns dos muitos danos causados.
Ademais, não bastasse a utilização em larga escala dos patrocínios, discutir a interferência dos influenciadores digitais no consumismo se torna relevante na medida em que os usuários se tornam produto no meio midiático. Isso pode ser explicado sob a perspectiva de especialistas virtuais da série ¨O dilema das redes¨, a qual mostra o poder manipulador das redes sociais, que estão totalmente sincronizadas com grandes empresas em busca de mercado consumidor, isto é, são usaodos diferentes artifícios para manter o internauta constantemente conectado, ficando assim, exposto não só aos anúncios de corporações, mas também às propagandas feitas por influenciadores que atraem público pelo seu destaque e prestígio. Prova cabal dessa realidade são dados fornecidos por sites jornalísticos que apontam alta de quase 50% na, metade do ano de 2020, de compras feitas virtualmente, sejam por redes socias ou alicativos de lojas, demonstrando o poder da tecnologia na contemporaneidade.