Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

‘‘Você já baixou One Football?’’  É fazendo a publicidade de tal aplicativo de notícias futebolísticas, que muitos influenciadores digitais começam seus vídeos. Mesmo pareçendo trivial para muitos, não se pode negar que essa e outras propagandas apresentadas por famosos, no meio digital, possuem um grande impacto no consumo da sociedade atual. Desse modo, nota-se que a desigualdade social e a ausência de uma efetiva educação digital nas escolas tornam tal questão um problema no Brasil.

De inicío, é evidente que ao propagar massivamente um estilo de vida pertencente a uma ínfima parcela da população brasileira, muitos influenciadores desanimam seus seguidores. Esse quadro deriva da colossal desigualdade social presente no país, segregando a população e mostrando uma felicidade oriunda da condição financeira, inexistente na realidade. Para o filósofo sul coreano Byung-Chul Han, a sociedade atual se explora, acreditando estar se realizando. Assim, ao ver tais falácias nas redes sociais, muitos brasileiros anseiam por consumir uma felicidade ilusória, vendida por ilusionistas.

Além disso, é notória a falta de educação digital nas escolas brasileiras. Tal contexto se dá pois muitos dos responsáveis pela diretriz educacional do país acredtiam que o papel dessa instituição é somente o ensino acadêmico, não compreendendo que para muitos jovens, o colégio é o único espaço que podem aprender e discutir sobre essas questões. No filme ‘‘Escola de Rock’’, ao levar o ensino para além dos muros escolares, um professor de música consegue extrair talentos e ensinar valores morais aos seus alunos. No Brasil, contudo, muitos estudantes desconhecem maneiras eficientes de lidar com influenciadores das mídias, por não encontrarem na sala de aula um local de aprendizagem para a vida.

Ratifica-se, portanto, que a disparidade econômica de classes e a ausência de um efetivo ensino sobre a tecnologia e a sociedade criam um impacto negativo no consumo da população brasileira. Para alterar tal cenário, cabe ao Ministério da Educação, responsável pelo ensino do povo, junto ao Ministério da Comunicação, sanar tal problema do Brasil, por meio da inclusão de aulas de decisões e influências na BNCC, unindo filosofia, sociologia e informática, com a presença de palestrantes do ramo da comunicação, para mostrar à juventude como se comportar nas redes sociais. Nesse ínterim, o Ministério da Economia deve criar medidas que reduzam a desigualdade sociedade. Com isso, a pátria saberá que não precisa do ‘‘One Footbal’’, para ‘‘baixar’’ a felicidade.