Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Juliette Freire, ex-participante do Big Brother Brasil e influenciadora digital, é fonte de inspiração para grande número de seus seguidores, de modo que muitos itens utilizados por ela esgotaram nas lojas em que eram vendidos. Tal situação representa a relevância de profissionais como Juliette nas decisões de consumo da coletividade. No entanto, essa influência, muitas vezes, traz impactos sociais negativos, uma vez que estimula ao consumismo, além de fomentar a indústria de procedimentos estéticos. Logo, é necessário que esses malefícios sejam mitigados.
Sob esse viés, é válido ressaltar que muitos influenciadores digitais estimulam o seu público a um consumo exacerbado. Nesse sentido, evidencia-se a crítica trazida pelo curta-metragem “Happiness”, de Steve Cutts, à sociedade contemporânea, que associa o ato de comprar e os bens adquiridos à felicidade. Diante disso, torna-se evidente que essa mesma relação é feita e difundida pelos profissionais das redes sociais, em publicidades nas quais eles abordam a contribuição de determinado produto ou serviço para o alcance de uma realização pessoal. Desse modo, seus seguidores têm suas decisões de consumo influenciadas e, então, fomentadas por um ideal de consumir para ser feliz.
Ademais, vale destacar que os influenciadores digitais promovem um incentivo às buscas por procedimentos estéticos. Isso ocorre, porque há, no meio virtual, uma significativa exposição da realização de cirurgias plásticas por “blogueiras”, tais como Giovana Chaves e “Viih Tube”, sem a propagação de informações a respeito dos riscos envolvidos nesses processos. Nesse contexto, destaca-se a ideia do sociólogo Karl Marx de que o homem é produto do meio em que vive. À luz dessa ótica, é notório que um ambiente online em que predomina a visão positiva sobre procedimentos estéticos influencia o seus usuários a buscar realizá-los.
Portanto, é necessário que essas problemáticas sejam solucionadas. Para tanto, ONGs globais devem propor uma reflexão nas redes sociais sobre a importância de se consumir apenas o necessário, mitigando a influência ao consumismo feita nesses espaços. Além disso, urge que as plataformas digitais, tais como Instagram, Facebook e TikTok, promovam uma conscientização a respeito da realização de cirurgias plásticas, por meio da implementação, em publicações que envolvam esses procedimentos, de avisos que tratem sobre os riscos à saúde que essas intervenções trazem ao organismo. Tal ação visa ao fim do incentivo a procedimentos estéticos por influenciadores digitais.