Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Na metade do século XX, houve o processo da Revolução Digital, que se fortificou mais em seu final, e que anos mais tarde possibilitaria a chegada dos influenciadores digitais. Estes são indivíduos que possuem grande alcance para propagar produtos e ideias, sendo essa nova realidade ainda perigosa, pois podem levar a problemas financeiros por desinformação ou propagar produtos não recomendados por órgãos da saúde, evidenciando seu impacto nas decisões de consumo. Logo, é necessário domar a nova realidade de influência.

Sob essa ótica, deve-se atentar sobre os perigos do alcance que influenciadores digitais possuem em relação a vida financeira das pessoas. Em 2021, o empresário e influenciador Elon Musk, incentivou a compra da criptomoeda Dogecoin, que em pouco tempo após seu comentário no Twitter, cresceu exponencialmente, e depois de um tempo, assim como ocorre em grandes crescimentos precoces no mercado financeiro, decresceu na mesma intensidade, levando alguns ao lucro, outros a perdas consideráveis como o caso do “AngeloDOGE”. Visto que o Brasil sofre com realidade de má administração financeira, como apontam índices do SERASA, essa influência a respeito de um mercado mais complexo, pode ser prejudicial, e que para evitar deve-se melhorar o ensino financeiro no país.

Outrossim, é essencial compreender também que a nova realidade de influência na Era Digital pode ser prejudicial a saúde pública, uma vez que possuem forte influência no consumo de muitos indivíduos, e podem recomendar medicamentos não recomendados. Usando como exemplo o caso da Hidroxicloroquina em 2020, com o presidente Jair Bolsonaro utilizando de sua influência no youtube e recomendando o uso do medicamento contra a covid-19, mesmo com a OMS alertando que se deve fazer o contrário. Após o caso, foram confirmados pela Anvisa forte aumento na compra do medicamento, evidenciando assim não só o poder de alcance dos novos influenciadores mas também o seu poder maléfico. Dessa forma, urgem maiores restrições às recomendações de “influencers”.

Desse modo, infere-se como necessárias atuações de autoridades. Logo, cabe ao Ministério da Educação, promover maiores ensinos sobre finanças nas escolas, através de palestras com especialistas financiadas com recursos do ministério ao qual é responsável pela área em questão, visando preparar melhor as pessoas ao novo futuro de influência no mercado financeiro. Cabe também ao Legislativo, cuja instituição compete a criação de leis, regulamentar a influência digital, tornando crime, de forma mais rigorosa, a recomendação de produtos não recomendados por órgãos autoridades em saúde, visando responsabilizar essa atitude, e consequentemente, desmotivar tais ações. Assim, reconhecendo esse poder na Era Digital, na decisão do consumo, será possível torná-lo menos danoso.