Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Roupas. Remédios. Cosméticos. Produtos esses passíveis do marketing de influência, abordagem esta em que as empresas buscam formular ações de venda e divulgação junto a influencers, aproveitando a relação de confiança desses com seus seguidores. Assim, mostra-se relevante pensar nos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo da sociedade uma vez que esse cenário leva os indivíduos ao consumismo e ao ideal de vida perfeita. Dessa forma, é imprescindível que projetos de concientização sejam elaborados.
Sob esse óptica, é notório destacar que uma das consequências da persuasão dos influentes, como Andressa Suita e Virgínia Fonseca, é o consumismo exarcebado. Isso porque, na maioria das vezes, o consumidor decide por comprar um produto não por precisá-lo, mas pelo fato de que alguém influente os está manipulando nas mídias, em especial o Instagram, a adquirir. Sendo assim, torna-se urgente reconhecer que esse processo resultou hoje na aquisição, em exagero, de produtos, muitas vezes, desnecessários e fúteis, como massageador facial e capsúlas de crescimento de cabelos.
Ademais, cabe ressaltar que um outro impacto da manipulação dos influenciadores digitais na decisão de consumo do indivíduo é o ideal de vida perfeita trazida por esses. Prova disso recai no fato de que esses influentes ao aparentarem felicidade plena na utilização de alguns produtos, faz com que os influenciados optem por adquirir estes para também alcançarem essa máxima. Esse contexto envolve o fato da noção trazida pelo sociólogo, Émile Durkheim, de que as sociedades devem ser vistas como organismos vivos, e que para se manterem coesas devem dividir sentimentos e crenças comuns, deste modo, quando um indivíduo demontra contentamento, todos em sua volta sentem a necessidade de também sentirem essa emoção, o que acaba por contribuir para a efetividade desta manipulação.
Portanto, como o objetivo de minimizar esses impactos é necessário que medidas sejam tomadas. Sob esse viés é dever dos meios midiáticos, como Tv e Instagram, conscientizarem a população à respeito da persuação negativa de influenciadores, por meio de campanhas, com psicológos e sociológos, que estimulem os indivíduos a questionarem o que é de valia e o que não é, para que assim o consumismo denecessário seja evitado pelos internautas. Outrossim, cabe as escolas, públicas e privadas, introduzerem aulas que desmontem das vidas dos estudantes e de suas famílias o ideal de vida perfeita trazido pela mídia. Somente assim, a sociedade deixará de ser levada pelo marketing de influência.