Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Antes da expansão das redes sociais, as propagandas eram realizadas pelas próprias empresas, que contratavam atores, diretores, roteiristas e equipes de filmagem para atingir um único objetivo: vender o mais novo produto da marca. Contudo, com o avanço da tecnologia, tornou-se cada vez mais comum encontrar os influenciadores digitais realizando o trabalho que antigamente pertencia às companhias, utilizando as suas plataformas para convencer os influenciados que eles precisam de tal produto ou serviço. Portanto, conclui-se que o poder dessas figuras sociais sobre o consumo de seu público-alvo é extremamente alto e sujeito ao mau uso.

Por mais que o crescente desenvolvimento do meio técnico abriu caminho para diversos horizontes, a capacidade crítica e a resistência à ferramentas de manipulação das massas acabou perdendo força, como o filósofo alemão Max Horkheimer afirma. Os seguidores desses influenciadores estão a toda hora passíveis a serem manipulados pelas publicidades, dado que diversas vezes os “influencers” são colocados em pedestáis por compartilharem as suas vidas que aparentam ser perfeitas e glamurosas. Consequentemente, passa-se a impressão de que se o influenciado seguir as indicações de bens materiais ou imateriais de uma influenciadora, a vida luxuosa que ela possui estará mais ao seu alcance.

Sem sombra de dúvida, os influenciadores digitais atuam fortemente no consumismo presente na sociedade atual, principalmente na área de roupas. Com as tendências mudando com mais rapidez do que nunca, tornou-se comum por parte das figuras públicas comprarem e divulgarem produtos do ramo “fast-fashion”, peças de baixa qualidade e custo em que a mão de obra dos trabalhadores é explorada, para os seus seguidores. Ademais, são utilizados meios que emitem diversos poluentes na atmosfera, configurando-se um grande aliado a destruição do meio ambiente. Dessa forma, a divulgação de produtos com origens insustentáveis deveria ser desencorajada para o público.

Assim sendo, é extremamente perceptível o poder que os influenciadores digitais possuem sobre os seus influenciados, e como ele pode, em bastantes ocasiões, configurar-se como maléfico. Por conseguinte, a instituição de programas de aulas para estudantes, o público mais suscetível a manipulações, tanto da rede particular quanto da privada, a cerca do consumo consciente e do desenvolvimento do pensamento crítico dentro do ambiente tecnológico deve ser incentivada por parte do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais de cada estado. Posto isso, com a educação e conhecimento necessário, o manuseio de massas por parte dos influenciadores mal intencionados deve diminuir.