Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Com a Revolução técnica-científica-informacional, os meios de comunicação modernizaram-se em grande escala, interligando nações instantaneamente e consequentemente formando novas formas de comercialização, por meio das redes virtuais. Sob essa perspectiva, evidencia-se a questão do impacto de influenciadores digitais nas decisões de consumo, o qual se agrava pela ausência de criticidade da sociedade e, principalmente, pelo consumismo exagerado. Diante disso, medidas são imprescindíveis para combater esse impasse.
A princípio, destaca-se o precário senso crítico da sociedade. Nesse sentindo, segundo o escritor António Lobo, um povo que lê nunca será um povo escravo. A partir disso, o pensamento do autor é comprovado quando boa parte da população influencia-se negativamente por um produto que, em muitos casos, não é benéfico para a saúde e, por falta de conhecimento, acabam comprando, por exemplo, os produtos para emagrecimento. Com isso, fica claro que os indivíduos mostram-se ingênuos em relação a esse artificio de poder e não analisam as informações, tonando-se escravos dos produtos fraudulentos dos influenciadores. Logo, faz-se necessário elencar medidas efetivas nesse setor.
Ademais, é notório que o imenso mar de propagandas, que é difundido por influenciadores digitais, propícia para o consumismo exacerbado. Desse modo, durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo vigente, de modo a censurar as críticas. Análogo a isso, observa-se, hodiernamente, que essa mesma influencia se repete, principalmente, nas redes sociais, visto que influenciadores argumentam para seus seguidores efetuarem a compra de vários produtos. Dessa forma, esses consumidores criam um gasto desnecessário e exacerbado, que culmina em um consumo alienado. Por conseguinte, urge a dissolução dessa conjuntura.
Em suma, objetivando estimular o senso crítico dos usuários de internet, o Poder Executivo - responsável por administrar os interesses da sociedade -, por meio de uma parceria público-privada com as Mídias, deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, por intermédio de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Além disso, é fundamental que o MEC ofereça programas de consumo sustentável para orientar os alunos a respeito do assunto. Somente assim, a Revolução do comércio digital será completa.