Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Com o a advento da internet, o termo “digital influencer” passou a ser recorrente no corpo social. A esse indivíduo, são atribuídas as funções de influenciar seus seguidores e, consequentemente, gerar engajamento por meio da persuasão. Para tal, produtos e serviços são ofertados, o que interfere diretamente a população, a qual, muitas vezes, torna-se facilmente influenciada ao consumo. Essa situação deve-se, dentre outros motivos, à ilusão de uma vida perfeita desses influenciadores e ao padrão de beleza estipulado pelo corpo civil.

Diante desse cenário, é válido ressaltar, primeiramente, que essa nova profissão idealiza um mundo utópico. Isso ocorre porque muitos influenciadores digitais exibem ao público apenas os aspectos bons de seu cotidiano, o que gera uma falsa interpretação da realidade do cidadão. Como consequência, esse mundo idealizado passa a ser utilizado como um parâmetro para o sujeito, o qual passa a adquirir novos produtos, uma vez que também almeja a vida glamurosa exibida na tela de seu celular. Essa situação pode ser retratada pela famosa “influencer” Flávia Pavanelli, símbolo de uma vida luxuosa e aparentemente perfeita, o que dificulta a problemática.

Em segunda análise, é importante evidenciar que o conceito de “beleza” estabelecido pela sociedade é um agravante para a questão. Esta idealização de um corpo perfeito afeta ambos os lados, tanto quem está influenciando, como quem está sendo influenciado. Logo, procedimentos como preenchimento labial e cirurgias plásticas têm se tornado cada vez mais recorrente no ambiente midiático. Prova disso foi a cantora e influenciadora Luísa Sonza, a qual optou pela realização do preenchimento labial. Desse modo, nota-se uma propagação de pensamentos facilitada pela internet.

Em face a tais informações, portanto, é lícito concluir que é necessário adotar um paradigma para atenuar tais circunstâncias. Dessa maneira, à mídia, principal difusora de informações, cabe um maior controle do conteúdo a ser publicado, a fim de aniquilar a visão da influência digital como uma verdade absoluta ao usuário. Isso pode ocorrer por meio das redes sociais, como o Instagram, o qual deve restringir conteúdos que intensificam a ilusão de uma vida sem problemas, além de valorizar a importância da beleza singular. Assim, dar-se-á o primeiro passo para uma sociedade mais consciente.