Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Com a acenssão das redes sociais, a profissão de blogueiro passou a ter grande visibilidade e valorização. Segundo dados da Qualibest, atualmente, os influenciadores digitais são a segunda maior fonte de informação para a tomada de decisão dos consumidor, o que exige muita responsabilidade. Entretanto, não são raros os casos de publicidades enganosas e vendas de imagens irreais. Nesse sentido, é necessário buscar uma solução para tal problemática, a fim de promover anúncios reais e tornar a profissão dos “influencers” mais credibilizada.

A princípio, vale ressaltar o grave erro dos contratados para mostrar os produtos, ao postar sobre algo que não foi devidamente testado por eles, com opiniões rasas e mentirosas. Além disso, é clara a falha do Código de Defesa do Consumidor, que em seu artigo 67 descreve que a propaganda enganosa é um crime, porém, poucos sofrem a devida punição, e, por isso, elas ainda acontecem.

Para mais, é importante destacar que, além do dano aos que consomem o conteúdo falacioso, as próprias pessoas que vendem sua imagem são prejudicadas, já que perdem a confiança de seus seguidores em seus trabalhos. A exemplo, está a ex-BBB Flayslane, que, após o programa, começou a trabalhar com a internet, mas logo perdeu a confiabilidade ao tentar vender um creme redutor de medidas quando, na verdade, tinha passado por um procedimento cirúrgico.

Logo, tendo em vista tal problemática e suas consequências, cabe ao Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), associado ao Poder Legislativo, aprimorar a eficácia de leis que proibem a circulação de falsas publicidades, para, assim, garantir que os criminosos sejam devidamente punidos e que o comprador deixe de ser prejudicado. Ademais, é papel das redes digitais, instaurar mecanismos que verifiquem a veracidade de conteúdos antes de sua publicação e, desse modo blindar os internautas de possíveis fraudes.