Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Segundo Jonh Locke, “A influência do exemplo é penetrantíssima na alma”. Entretanto, com o aumento da utilização da internet, houve também o advento dos influenciadores digitais, responsáveis por afetar nas decisões e comportamentos de consumo da sociedade. Portanto, essa função torna-se nociva pois ocasiona a distorção da realidade e em um consumismo exarcebado.
Nesse contexto, a busca por um estilo de vida ou aparência inalcançáveis têm se tornado cada vez mais comum em detrimento das redes sociais. A obra televisiva produzida pela Netflix “Black Mirror” mostra bem essa realidade no episódio “Queda Livre”, onde as pessoas vivem de acordo com sua avaliação em um aplicativo, sendo obrigadas a manterem certas aparências, objetivando uma idealização de consumo e prestígio social distorcida. Dessa maneira, é notória a problematização dessse tipo de comportamento prejudicial a população.
Ademais, a influência digital é tão grande que acaba por influenciar em uma aquisição de produtos extremamente desnecessária. De acordo com o conceito de ‘Modernidade Líquida’ de Zygmunt Bauman, as pessoas passaram a serem analisadas não por quem são, mas pelas coisas consumidas por elas, assim, todas as coisas presentes em uma sociedade são submetidas à lógica capitalista de consumo praticada pelos influenciadores digitais. Por consequência, essa vergonhosa realidade gabarita-se como um grande desafio frente à resolução dessa lamentável anomalia social, urgindo uma intervenção cabível.
Por fim, para a manutenção da nocente influência digital nas decisões de consumo, é de responsabilidade do Ministério da Educação a diminuição da força e do impacto negativo dos influenciadores por meio de campanhas e palestras educacionais em escolas e também digitalmente, para uma maior abrangência do público, com o bjetivo de conscientizar os jovens e aumentar o senso de pensamento crítico dos mesmos. Com isso, há um caminho para um futuro melhor e mais consciente.