Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Desde 1940, a era do marketing vem evoluindo e passando por novas fases, resumindo-se em 4 estágios até os dias de hoje e com uma tendência a surgir o quinto estágio, porém, a etapa mais recente é chamada de “markentig 4.0” onde se está ligado diretamente ao mundo digital e que é preciso da ajuda dos influenciadores para a mágica ou a destruição- dependendo do ponto de vista- acontecer.

Passou-se a ser comum as pessoas decorrerem à internet para “aconselhamentos” a fim de saberem se o produto A é melhor que o produto B, ou melhor que o C. Também decorrem às mídias para saberem o que está ou estará em alta no mundo da moda e assim moldar o seu gosto àquilo que faz sucesso, e mesmo aqueles que não estão a procura de comprar nada por um tempo, ver-se perdidamente na tentação de acessar um site de confiança e consumir exatamente a mesma mercadoria vista nos stories de algum famoso e por assim adiante, sendo facilmente manipulados por indivíduos que recebem de graça um produto recém-lançado de uma marca em troca de fazer com que inúmeras outras pessoas passem a comprar aquele “recebido” dos influencers. E através de um estudo da Qualibest, os influensers já são a segunda maior fonte de informações para a tomada de decisões dos consumidores, com 49% dos entrevistados confirmando que já foram digitalmente influenciados. Sendo assim, eles ficam apenas atrás das recomendações feitas por parentes e amigos. Um exemplo e tanto para refletir em como as pessoas estão consumindo ultimamente!

Apesar do consumo estar diretamente ligado ao marketing 4.0, há sempre dois lados, um bom e o outro totalmente ruim. Enquanto há uma troca de enriquecimento entre as marcas e os influenciadores, o consumo vai crescendo ainda mais, chegando a causar danos ambientais, e os próprios indivíduos vão se tornando alienados ao que ditam na internet. Sendo assim, quando um influencer promove o marketing de uma empresa, ele cria uma rede de pessoas que irão querer aquilo, formando uma onda de seres que vão seguir somente os conselhos dele e restringirá a opnião própria, já que como é de conhecimento público, o “popular” muitas das vezes se torna o “certo”. E isso acaba afetando indiretamente na liberdade do público, e segundo Bauman, filósofo e sociólogo polonês, “as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.”

Portanto, é necessário que as agências publicitárias propaguem a conscientização da verdadeira face da influência digital que se mascára em uma visão de “vida perfeita”, alegre, com dinheiro e um bom status na internet, e transpareçam todos os seus malefícios para os indivíduos e até para o meio ambiente no hiperconsumo, dessa forma, as compras exageradas diminuiriam e as pessoas tomariam mais senso do que realmente precisam usufruir e do que não há necessidades.