Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A experiência de conexão social intensa promovida pela relação entre as redes de internet na contemporaneidade do Brasil evidenciam uma grande fase do capitalismo: a presença dos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo. Nesse contexto, a influência que os usuários de internet fazem sobre outros usuários pode ser interpretada como um novo modelo de negócios qual impulsiona a economia e qual investe na propagação de um padrão estético e ideológico presente na sociedade latina. Nessas proposições, há ideias de defender o liberalismo econômico.

Nesse âmbito, o conceito de influência digital é capaz de explicar a presença das empresas privadas e suas movimentações financeiras. Em analogia ao site Metropoles, ser um influenciador é ter  efeito direto nas decisões de compra, no estilo de vida e nas opiniões dos outros. Esse conceito explica a supracitada fase capitalista com o fato de que o marketing está totalmente atrelado à prática da influência digital, causada pelo investimento do patrocínio, ou seja, quando as empresas investem nas carreiras dos " Digital Influencers" —significando “Influenciadores Digitais”, em tradução do inglês original da palavra— em troca de divulgação. Consequentemente, os influenciados (normalmente seguidores dos Influencers) acabam acatando o sentido literal da palavra e aderem aos produtos por influência dos seus ídolos. Portanto, favorece aos valores consumistas defendidos pelas ideias liberais.

Por conseguinte, esses hábitos consumistas movimentam massas sociais a se comportarem de maneira padronizada em relações aos valores de estética e ideologia. Em concordância com as palavras do sociólogo francês Émile Durkeim, configura-se um fato social normal quando os hábitos influenciadores de consumo, praticados pelos patrocinados Influencers, são imitados por grandes massas sociais para prevalecer um padrão estético e ideológico pregado por seus influenciadores. Em outras palavras, os influenciadores, por meio de patrocínio, induzem seus seguidores a aderir os seus valores sociais, os seus valores estéticos —como influenciados pela americana Kim Kardashian— e os seus valores políticos —como o brasileiro Felipe Neto o faz—. Assim, vê-se o fato social.

Conclusivamente, é notório que o liberalismo econômico atinge a população digital pelo patrocínio das empresas privadas, manipulando as suas decisões de consumo. Para impulsionar essa prática, o Estado não deve intervir nas relações sociais, mas deve organizar o ambiente para isso, ou seja, democratizar o acesso à internet por meio do Ministério da Infraestrutura para que todos tenham acesso ao consumo e tenham a chance de se tornarem Digital Influencers. Com a finalidade de movimentar a economia e opiniões nacionais, pois a influência digital diversifica ideias com base em seus divulgadores. Enfim, para que toda a sociedade tenha o deleite de um futuro utópico e moderno.