Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A quantidade de influenciadores está aumentando a cada ano e se tornando mais comum no mundo inteiro, e estes tem grande impacto nos padrões de consumo de toda a população. No contexto atual, uma pesquisa da Qualibest afirma que 49% dos entrevistados já consumiu um produto ou serviço pois foram influenciados digitalmente. Isso ocorre, pois esses grupos de influenciadores estimulam fortemente o consumismo exacerbado e, também, estão presentes no dia a dia da maior parte dos brasileiros.
Primeiramente, vale ressaltar que as publicidades e propagandas feitas pelos “influencers” têm como objetivo estimular o consumo a certo produto ou marca. Sob essa ótica, no ano de 2017, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts patrocinados, número que aumentou desde então. Logo, os usuários das redes sociais são bombardeados a todo momento com publicações icentivando ao consumismo, sempre desacompanhadas das consequências e riscos que ele traz. O consumismo é responsável por diversos problemas sejam estes sociais, como a utilização do trabalho escravo, ou ambientais, como a grande produção de lixo e poluição, e o incentivo ao consumo inconsequênte por parte dos ifluenciadores só agrava o problema.
Ademais, fica claro que os problemas do consumismo se agravam quando grande parte da população toma parte nele. A pesquisa Ibope aponta que 97% dos domicílios brasileiros que apresentam smartphones utilizam o aparelho para acessar a internet, desses, 52% seguem pelo menos um influenciador digital. Dessa forma, mais da metade dos brasileiros está sendo diariamente diretamente influenciado ao consumismo, tornando essa prática comum e cada vez mais frequente na sociedade brasileira.
Portanto, fica claro que o consumismo exacerbado incentivado por influenciadores digitais é um problema que deve ser resolvido. Assim, faz-se imprescindíve que o Governo Federal e Estadual informe a sociedade a respeito do consumismo e as consequências e perigos que vem atreladas a ele, por meio de propagandas e debates televisivos, feitas com o intermédio de profissionais capacitados, a fim de formar cidadãos informados e que tomem decisões conscientes ao consumir o conteúdo de influenciadores. Paralelamente, o Estado - principal promotor da harmonia social - deve atribuir aos influenciadores a responsabilidade de ajudar a informar ao seu público sobre o consumismo no momento em que faz propagandas de marcas e produtos, já que é quem faz parte do problema. Desse modo, o corpo civil estará mais educado sobre o problema e os modos que contribui para ele acontecer, e o consumo consciente crescerá fortemente no Brasil.