Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Com o advento da Revolução Técnico-Científica Informacional, a internet e as redes sociais passaram a fazer parte da vida diária das pessoas, trazendo, portanto, mudanças sociais na sociedade. Entre essas transformações, pode-se notar uma questão que tem ganhado destaque, que é de como os influenciadores digitais impactam nas decisões de consumo de muitos. Logo, é necessário debater sobre esse tema que pode ser um infortúnio, já que, influencia milhares de escolhas. Acerca disso, a influência midiática e a falta de conhecimento sobre o assunto são fatores os quais aumentam a problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a influencia midiática implica diretamente o imbróglio. Nesse sentido, segundo o filósofo, Adorno, em sua concepção de Indústria Cultural, afirmava como o meio de entretenimento busca influenciar e padronizar os hábitos da população, sem se importar com as diferenças. De igual modo, na contemporaneidade, é evidente que a mídia, pelo uso de propagandas e séries, principalmente, persuade os cidadãos a sempre seguir influenciadores digitais e se permitirem ser moldados por eles. Consequentemente, esse lamentável quadro leva as pessoas a perderem seu senso crítico e individualismo, passando, destarte, a consumir sem uma análise adequada, qualquer item que o influenciador anunciar.

Outrossim, vale salientar que a falta de conhecimento sobre o assunto corrobora a interpérie. Sob esse viés, parafraseando a Alegoria da Caverna, do filósofo, Platão, o saber traz luz e liberta o ser humano da ignorância, fazendo, isto posto, com que ele perceba a realidade. Paralelamente a essa ideia, percebe-se que diversos indivíduos não sabem a relevância de manterem seus estilos de viver, os quais fazem bem a eles, firmes. À vista disso, são influenciados a adotarem um modo de vida consumista, o qual é altamente propagado e dito como perfeito pelos influenciadores. Por conseguinte, o cidadão segue buscando encontrar a perfeição e alegria no consumo, o que pode levá-lo a frustração e problemas financeiros.

Dessarte, visando a um país mais humano, é mister superar os desafios da persuasão midiática, bem como do lento debate no que tange ao assunto. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania, como agente assegurador de direitos e dignidade, promova uma reeducação consciente sobre a importância de analisar o consumo individual de forma responsável, mediante a veiculação de publicidades, especialmente, no meio digital, além da postagem de vídeos com autoridades nesse tema, a fim de garantir uma vida cheia de decisão própria saudável. Poder-se-á, assim, construir um caminho mais justo.