Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No século XX o mundo presenciou o surgimento da indústria cultural, a qual foi responsável por atualizar a forma de como a propaganda atingia o público. Logo mais, no ínicio dos anos 2000 esse método recebeu mais uma mudança, dessa vez migrando para as redes sociais, fazendo com que surgissem os influenciadores digitais. Apesar dos chamados “influencers” atuarem de maneira geral promovendo produtos sem más intenções, alguns acabam prejudicando determinadas pessoas, podendo afetar sua saúde mental, autoestima e reforçar o consumismo.

Em primeiro plano, vale ressaltar que atualmente muitas pessoas buscam se adequar ao padrão de beleza, influenciados por famosos digitais que passam a impressão de um corpo perfeito, por meio de cirurgias estéticas e edições fotográficas. Tal fato faz com que o consumo de produtos “embelezadores” divulgados por influencers, como cremes e maquiagens cresça substancialmente. Segundo dados da Qualibest, 64% dos jovens já procurou por algum produto divulgado por um influenciador.

Em segundo plano, vale ressaltar que, segundo a teoria da alienação, proposta por Karl Marx, o capitalismo, por meio dos veículos de comunicação em massa, busca criar uma idéia de necessidade na cabeça das pessoas para consumirem produtos desnecessários. No mundo contemporanêo, os influenciadores fazem o papel da divulgação massiva. Ainda segundo dados da pesquisa apesentada no paragráfo acima, 49% do público afirma já ter consumido algo pois foi influenciado digitalmente.

Conclui-se que diante dos fatos mencionados acima, faz-se necessário que o Ministério da educação, em parceria com a mídia, promova a conscientização digital das pessoas. Por meio de propagandas e palestras, com o objetivo de educar a população sobre as redes sociais e o consumismo, dessa forma evitando que elas se tornem facilmente alienadas. Como citado pelo filósosfo Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”.