Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Com o advento da nova era digital, novas profissões surgiram em meio às oportunidades que a internet oferece. Uma delas são os “digitals influencers” que trabalham não só com divulgação e propaganda de diversos produtos, como roupas, cosméticos e procedimentos estéticos, mas também compartilham suas rotinas, com o uso diário de suas marcas parceiras. No entanto, por divulgarem estilos de vida perfeitos, essencialmente relacionados aos protudos que publicam, ocorre certas interferências negativas na vida de seus seguidores ao impor diretamente ou indiretamente necessidades de consumo imediato.
Em primeiro plano, um dos principais impactos relacionados à infuência digital é a estipulação de que a aquisição de produtos garantirá a inclusão e a melhora da vida social, na qual o que mais se cobra é estar dentro dos padrões previamente estipulados. Isso se mostra na ideia de Aristóteles, filósofo grego, “O homem é um ser social porque é um animal que precisa dos outros membros da espécie”. Pois ao transferir essa premissa à sociedade atual, os influencers são os incentivadores que mostram modos de atingir essa confirmação e aceitação de outros. Entretanto, essa imposição acaba exaltando problemas como a baixa autoestima, comparações excessivas e o complexo de inferioridade nos indivíduos que não conseguem aderir esse consumo.
Além desse abalo na saúde mental de seus seguidores, muitas vezes a saúde física também é afetada. Um exemplo disso foi a influenciadora digital Liliane Amorim que morreu por complicações de uma cirurgia de lipoaspiração, um caso que reflete a problematização de normalizar e superdivulgar procedimentos invasivos. Logo, isso demonstra, no geral, a facilidade em ser alvo de propagandas enganosas, uma vez que, em parcerias, não só há a omissão de pontos negativos mas também, a ultilização de filtros e edições para a venda de um produto perfeito.
Portanto, a partir das análises apresentadas evidencia-se a necessidade de mudanças e maiores intervenções na esfera digital. Dessa forma, o Estado em conjunto às empresas de redes sociais devem controlar a divulgação de desinformações, por meio de avisos de utilização de filtros, edições e ausência de informações revelantes nas publicidades, afim de que os internautas tenham completa sabedoria do que irão consumir. Além disso, a Secretaria Especial de Comunicação Social tem de alertar a população sobre o cuidado e a resposabilidade ao usar as redes sociais, utilizando de campanhas e projetos, para que haja maior astúcia e atenção no momento online. Assim, os impactos nas decisões de consumos serão atenuados.