Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O poder dos influenciadores digitais
Desde a Revolução Digital, o mundo vive uma era onde a todo momento, informações são dadas aos indivíduos que a absorvem através de uma tela, do computador ou do telefone celular. De maneira análoga a isso, como a internet tem sido uma ferramenta importante na interação do mundo atual, muitos dos usuários, em sua maioria os famosos, têm utilizado esse meio para manipular a prática do consumismo. Nesse prisma, destacam-se faces importantes a serem debatidas: a irresponsabilidade dos influenciadores acerca dos conteúdos disponibilizados e a ausência de fiscalização por parte do governo e dos donos das redes sociais.
Em primeiro plano podemos destacar o grande alcance que os influencers possuem no meio virtual. Estes, por possuírem milhões de seguidores, podem influenciar milhares a utilizarem a marca que divulgam em suas publicações, como por exemplo a famosa e empresária norte-americana Kylie Jenner, que atualmente possui 260 milhões de seguidores no Instagram. No entanto, há uma grande falta de responsabilidade do que é postado em muitas de suas páginas virtuais, podendo ser prejudicial à saúde, entre eles, está o incentivo ao uso de drogas farmacêuticas, algo comum entre as influenciadoras digitais. Dessa forma, além dos perigos envolvendo o uso desses medicamentos sem receita médica, isso reforça os padrões estéticos de um “corpo perfeito”.
Além disso, é notório como o indivíduo pode ser facilmente influenciado. Isso ocorre, ocasionalmente, pelo efeito manada, que, por influência de mais pessoas à sua volta, começa a ter ações iguais as dela, ou seja, quando o cidadão perde seu pensamento individualista e se junta a uma massa coletiva. Sendo assim, ele é totalmente cercado de opiniões que podem mudar a sua maneira de pensar e agir. Entretanto, isso acaba por se tornar algo prejudicial à autonomia individual.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a amenizar o quadro atual. Por conseguinte, cabe ao governo a responsabilidade de formular leis para regulamentar os anúncios nas redes sociais, por meio de punições aos que descumprirem, a fim de diminuir essa imposição midiática para cima dos outros usuários. Além disso, as escolas devem trabalhar com as famílias para discutir como atuar online no ambiente escolar por meio de palestras envolvendo psicólogos, com o objetivo de desenvolver desde a infância os princípios do uso da tecnologia.