Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A partir da Revolução Digital, introduzida no Brasil a partir do século XX, diversas inovações tecnológicas deram origem a grandes contribuições na esfera social, científica e política, assim proporcionando mais agilidade a processos que anteriormente levariam meses ou até anos para serem concluídos. Desse modo, originou-se um espaço para grandes alterações na sociedade, inclusive no mercado de trabalho, em que surgiram novas oportunidades de emprego nunca imaginadas no passado. Como exemplo disso, evidencia-se os influenciadores digitais, que a partir de redes sociais são capazes de persuadir milhares de pessoas em questão de segundos. No entanto, por outro lado, esse novo modo de vida acarreta em inúmeros impactos negativos à população. Diante disso, faz-se necessária uma intervenção que mitigue essa problemática.
Constata-se, a princípio, que, somado ao fervor do espírito capitalista, o fenômeno dos ‘influencers’ trás à tona um pensamento de que o consumo está diretamente conectado a um ideal de sucesso. Nesse viés, compara-se esse cenário ao de censura ditatorial, em que na Era Vargas o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o departamento estatal em que eram planejadas e executadas as propagandas políticas, que impunham à população a falsa existência de uma sociedade fictícia e retratavam o governo de forma favorável. Da mesma maneira, em um contexto atual, através de postagens nas mídias sociais, os influenciadores ofertam determinados produtos de forma excepcional, de modo a fazer com que os seguidores formem um pensamento utópico de que ao adquirir aquele item se aproximarão de uma vida perfeita, condizente ao que acompanham diariamente em suas redes. Sendo assim, milhares de usuários utilizam seus limitados recursos para alcançar a realidade desejada, quando na verdade foram manipulados a acreditar que aquela seria possível.
Ressalta-se, ademais, que, por meio das redes sociais os influenciadores, de forma indireta, impõem um padrão de beleza aos usuários, levando-os a consumir dos mais diversos artifícios para alcançar o ideal de perfeição. Através de aplicativos de edição, ângulos favoráveis e até mesmo procedimentos cirúrgicos, os conhecidos ‘beauty influencers’, ou influenciadores de beleza, elevam o nível a um padrão físico inexistente, levando os seguidores à uma busca cega por uma aparência ideal, arriscando até mesmo sua saúde física e mental.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o objetivo de modificar tal cenário. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover palestras em escolas, ministradas pelos professores de sociologia, que levem aos estudantes a refletir e distinguir a veracidade do que vêem ‘online’, assim elaborando um pensamento crítico e uma percepção mais próxima do real.