Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Tem-se por “influenciador digital” aquele que, por meio das redes sociais, acaba por influenciar algumas-ou várias-pessoas a tomarem qualquer decisão baseada apenas na indicação dos chamados “influenciadores”. Nota-se, portanto, que a esfera mais atingida pela influência é a do consumo, o qual abrange desde produtos emagrecedores até programas televisivos. Nesse contexto, é perceptível o impacto dos influenciadores midiáticos na rede consumidora, sejam eles negativos ou positivos.
A princípio, é válido citar o grande contratualista inglês John Locke, o qual afirmava, pela “Teoria da Tábula Rasa”, que o ser humano é moldável como uma tela em branco. Ou seja, as pessoas são totalmente influenciáveis por outras, as quais podem moldá-las como desejarem. Trazendo para o mundo hodierno, o ser humano é totalmente moldável por influenciadores digitais, os quais “vendem” uma opinião nas redes sociais, ao passo que seus seguidores as “compram”, sem mesmo pensar melhor sobre a sua decisão. Como exemplo, é possível citar o caso polêmico de Mayra Cardi-blogueira cujo assunto principal das suas redes é o emagrecimento-, em que começou a vender um medicamento emagrecedor que possuia uma microbiota existente apenas em pessoas magras. Posteriormente, devido ao exabercado número de compras, médicos e nutricionistas refutaram essa informação, alegando que não existe tal componente no corpo humano. Logo, percebe-se o impacto negativo dos influenciadores digitais no consumo.
Além disso, é importante citar a participação dos “influenciadores” no meio televisivo, ao incitar o consumo de programas televisivos. Para exemplificar, tem-se a ganhadora do reality show “Big Brother Brasil 21”, Juliette, a qual-como o apresentador do programa, Tiago Leifert, afirmou-, tornou-se um fenômeno nos meios midiáticos, pela grande quantidade de seguidores na rede social “Instagram”. Como consequência da fama do ex-participante, se obteve um aumento na audiência do reality, uma vez os produtores da nordestina conduzam boa parte da população brasileira a consumir tal programação da Rede Globo. Nesse contexto, o efeito positivo da influência digital na sociedade de consumo também é perceptível no meio televiso.
Portanto, o Ministério da Educação deve, em parceria com representantes das redes sociais mais populares, promover palestras educacionais nas escolas para tratar acerca do perigo da influência digital. Por meio de conversas abertas entre os responsáveis de diversas redes sociais-em parceria com professores de sociologia-e adolescentes, poderá criar um senso crítico na futura população, a fim de que sejam influenciados digitalmente com consciência, para que o ser humano deixe de ser maleável, como John Locke previu.