Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A “Indústria Cultural”, conceito desenvolvido na escola de Frankfurt pelos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, apresenta a idéia da produção padronizada em massa com finalidade enconômica e manipuladora da sociedade consumista. Em consonância à realidade atual, é possível comparar o termo criado no final século XIX com o forte poder de persuasão dos ´´Digitais Influencers´´  nas relações de consumo no mundo contemporâneo. Nesse sentido, é necessária a análise desse quadro problemático aonde influenciadores causam embates na sociedade que ora decorrem do consumo desnecessário e exarcebado de certos produtos e, por conseguinte, danos ao meio ambiente.

Em primeira instância, é válido salientar que um estudo inciado pela Qualibest (Instituto de Pesquisas de Mercado) aponta que os influencers já são a segunda maior fonte de informação para a tomada de decisão dos consumidores. Dessa maneira, é nitido que influenciadores digitais possuem um papel significativo no consumo daqueles que possuem acesso às redes midiáticas, uma vez que as mesmas disponibilizam diversas opções de produtos a serem usufruídos. Consequentemente, essa forte influência desperta a vulnerabilidade desses consumidores digitais tendo em vista a aquisão material alienada e em excesso.

Paralelamente, é necessário pontuar que o descaso da sociedade é um fator que corrobora para a perpetuação desse quadro. De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal brasileira de 1988, é inerente aos cidadãos o direito de ter o meio ambiente ecologicamente equilibrado, contudo, ao analisar o hiperconsumo por parte desse grupo é possíver avistar que esse comportamento traz ao meio ambiente efeitos severamente negativos. Nesse viés, o impacto nocívo dos produtores de conteúdo digital ao meio ambiente -mesmo que indiretamente- é ampliado pela irresposabilidade dos seus seguidores, além de ferir  a norma constitucional da Carta Magna.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de combater o consumo alienado e os impactos ambientais em decorrência dele. Dessa forma, o Ministério da Educação e da Cultura (MEC) deve implatar a grade currícular dos jovens momentos de debates reflexivos em torno da transparência nociva de alguns influencers, além de redes televisivas unidas às agências de publicidade realizarem campanhas a fim de atenuar a conscientização necessária a respeito de seus malefícios comportamentais na sociedade de consumo e ao meio ambiente. Apenas assim será possível reduzir os danos da alienção no consumo e ter a sociedade em acordo com a lei nacional