Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A Terceira Revolução Indutrial possibilitou grandes inovações no âmbito tecnológico, como a criação da internet, que contribuiu para a formação de uma nova profissão: o influenciador digital nas redes sociais. Dessa maneira, ele pode interferir, fortemente, nas decisões de consumo de quem o acompanha devido ao seu poder de persuasão e a necessidade do internauta de pertencer a um grupo. Nesa perspectiva, é preciso encontrar medidas para solucionar o entrave.
De início, deve-se analisar a capacidade de influenciar os fãs. Sob esse viés, o filósofo Marshall McLuhan formulou a teoria da aldeia global: o meio é uma forma de manipular pensamentos e ideias. Dessa forma, grandes empresas veem, através das redes sociais, uma maneira de divulgarem seus produtos e, assim, lucrarem. Com isso, procuram um famoso com características ideais para realizarem propagandas e investem nele, oferecendo parcerias, por exemplo, visto que as divulgações na internet são dinâmicas e têm um grande alcance. Além disso, disponibilizam, para os internautas que acompanham a celebridade, descontos por tempo limitado, pressionado-os a comprarem, o mais rápido possível, a mercadoria para não perderem a oportunidade. Prova disso são os “stories” do Instagram, os influenciadores liberam, neles, códigos promocionais por vinte quatro horas, o que força o público a adquirir o produto rapidamente. Logo, percebe-se que o proposto pelo canadense se aplica no mundo globalizado contemporâneo e que reverter o cenário é crucial.
Ademais, pode-se citar a vontade do indivíduo estar incluso em um bando como impulsionadora da adversidade. Sob esse prisma, o filósofo Aristóteles dizia que o ser humano é um ser social, por isso, pertencer a um grupo é imprescindível. Diante desse pensamento, pessoas enxergam os influenciadores digitais como modelos a ser seguidos. Consequentemente, elas querem se vestir igual a eles, para, assim, estarem seguindo “moda”. Nesse sentido, nota-se que, involuntariamente, os “influencers” persuadem seus fãs a consumirem roupas semelhantes para estarem inclusos nesse nicho. Para exemplificar, pode-se citar os óculos escuros “retrô”, que viraram uma febre no aplicativo TikTok após famosos usarem eles. Destarte, é notório que o afirmado pelo grego é presenciado atualmente e que contornar o quadro é importante.
Depreende-se, portanto, que é necessário combater os obstáculos. Para isso, é fundamental que escolas, responsáveis por levarem conhcecimento aos jovens, aconselhem, por meio de palestras com economistas, os alunos a não gastarem tanto dinheiro com objetos apresentados por celebridades em suas redes sociais. Desse modo, os jovens não terão prejuízos fincanceiros e as inovações da Terceira Revolução Industrial não influenciarão, negativamente, nas decisões de consumo dos internautas.