Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
“We become what we behold” é um pequeno jogo criado pelo desenvolvidor Nicky Case em 2017. A narrativa se desenvolve ao redor de várias pessoas que assistem á uma televisão, e sempre que o aparelho demonstra uma tendência nova a população faz de tudo para se manter no padrão, mesmo que isso resulte em conflitos maiores. Evidentemente, o contexto ficticio não se distância da realidade brasileira, pois o uso da mídia para incentivar ações e manipular massas é resultado direto da cultura do consumismo pregada nas mídias sociais, e da negligência estatal quanto a falta de educação crítica. Logo, é imprescindível analizar os fatores que favorecem a manutenção dessa problemática.
A princípio, convem analizar o pensamento do filósofo e economista alemão Karl Marx. O feitichismo da mercadoria- uma ideia que defende que as mercadorias aparentam ter uma vontade independente, quase fantasmagórica, perdendo seus aspectos úteis e passando a ter um valor simbólico. Evidenciando que o Homem trata a marcadoria como um objeto de adoração. Também vale ressaltar a lei de oferta e procura, que se relaciona diretamente com o pensamento de Marx, pois o valor de um produto ou serviço específico aumenta de acordo com sua demanda, fazendo com que caso um produto seja divulgado por um influênciador digital, sua procura ira aumentar e consequentemente será benéfico para quem o produz. Por esse motivo empresas fazem parcerias com influênciadores digitais. Em síntesi, é crucial reconhecer o papel deles no consumo exacerbado de produtos, mercadorias e serviços, já que todos são vendidos como uma garantia de felicidade. Porém ela é instântanea e efêmera, apenas mais uma maneira de alimentar indústrias de produção que se benificiam com comercializações em massa.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a carência de investimentos na educação crítica da população, fator que atua diretamente como causa do problema. Consoante a isso, Paulo freire, pedagogo e escritor brasileiro afirma que o conhecimento é essencial e torna o aluno autonomo. E como as escolas sao provedoras de educação se faz mais que necessário o investimento nas instituições de ensino- tanto de base como avançado- no que diz respeito a educação crítica. Para que os cidadãos possam, assim como preconizava Freire, se tornarem seres críticos e autonomos. Em suma, é crucial reconhecer que o acesso ao conhecimento é indispensável.
Portanto, é perceptível que medidas devem ser tomadas para resolver essa problemática. Posto isso, cabe ao governo do federal implantar uma política de educação crítica nas instituições públicas e privadas de ensino, por meio de palestras e seminários, com a participação de proficionais e especialistas no assunto. Com a finalidade de ensinar sobre a temática para evitar futuros problemas. Deste modo, a longo prazo, será possível suavizar essa adversidade.