Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Com a criação do computador durante a Segunda Guerra Mundial, os americanos conseguiram decodificar as mensagens nazistas. Atualmente, a internet virou o meio de propagação de informações mais utilizado no mundo, porém, infelizmente, também virou precursora da manipulação oriunda do consumismo, ligado por pessoas que se dizem serem influenciadores digitais, isso ocorre devido a falsa impressão da ‘‘vida perfeita’’ destes e pode ser prejudicial á autonomia individual.
Nessa perspectiva, acerca da lógica referente a responsabilidade dos influenciadores digitais no século 21, é válido ressaltar o aspecto supracitado quanto a ilusão de que essas pessoas, que trabalham com a internet, têm a vida que todos almejam. Por estarem sempre divulgando produtos, ideias e serviços, esses indivíduos lucram com diversos patriocínios, e assim demonstram ter uma vida luxuosa. Podemos citar como exemplo a Jade Picon, influenciadora do instragram, que com apenas 19 anos ja conquistou mais de 12 milhões de seguidores. A criadora de conteúdo digital sempre aparece nas redes em diversas viagens, indo na academia todos os dias, usando produtos de qualidade, indo em festas chiques e tendo a vida que muitas garotas desejam. Consequentemente consegue influenciá-las a comprar seus produtos e ter seu estilo de vida. Dessa forma, é perceptível o quanto esse trabalho afeta a vida dos ‘‘influenciados’’.
Consequentemente, o ser humano perde a sua capacidade de expressão. De acordo com o conceito da “Conformidade Cultural”, do psicólogo Solomon Asch, é possível entender que esse cenário se encaixa no princípio do comportamento de manada. Tal preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu pensamento de individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro desse contexto, o indivíduo é altamente bombardeado de opiniões e interesses capazes de mudar a mentalidade, e até mesmo o seu comportamento, tornando-se algo prejudicial á autonomia individual. Caracteriza-se, assim, um ciclo de alienação que, sem as devidas mudanças, continuará sendo um efeito maléfico na vida das pessoas.
Portanto, são essenciais medidas que tenham como propósito obter uma sociedade menos dependente dos ‘‘influencers digitais’’. Para issom compete ás instituições escolares em parceria com as famílias, abrirem discussões sobre esse tema quanto no âmbito escolar e doméstico, por intermédio de palestras com a participação de psicólogos e especialistas que debatam acerca a ilusão de vida perfeita e de como os jovens devem agir a seu interesse e não serem completamente influenciados por tudo o que vêem nas redes. Apenas dessa forma, os trabalhadores digitais não serão responsáveis pelo estilo de vida de todos, e cada um terá sua devida autonomia e capacidade de expressão.